Mostrando postagens com marcador 1990. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 1990. Mostrar todas as postagens

domingo, 9 de setembro de 2018

Memórias Póstumas de José de Anchieta: Super Nintendo.

ME PERDIA COM TANTOS BOTÕES EM VEZ
DE UM SÓ...

Conforme mencionado em meu artigo anterior, após nos esbaldarmos com o Atari 2600, a minha família fez um upgrade trocando o videogame para a novidade do momento, o Super Nintendo de 16 bits.

Desta vez o Brasil não ficou tão para trás. Lançado ao final de 1990, o console chegou ao nosso país em 1993. E com o advento do Plano Real no ano seguinte, ficou mais fácil de comprá-lo por "apenas" R$ 100,00 mais ou menos (Em 1994, gastar R$ 100,00 com videogame era o suprassumo do luxo).

Não só o console em si agradou a garotada, mas os jogos que foram lançados nesta plataforma tiveram um êxito imensurável! Junto com o lançamento saiu o novo jogo do Mário, o Super Mário World, que se consolidou como marca registrada. Vendeu 20 milhões de cartuchos e é de longe o jogo mais vendido da Nintendo. Atrás dele vem Donkey Kong Country, com 9 milhões de vendas, e depois Mário Kart (8 milhões) e Street Fighter II (6,3 milhões).

Os gráficos e a jogabilidade enterraram os concorrentes, em especial a Atari (coitados...) que não tiveram chance. Sem dó nem piedade, a Nintendo lançou tempos depois o Game Boy, o mini-game com os mesmos jogos em versão simplificada.

Uma coisa interessante é que vários jogos foram lançados com a palavra "Super", seria isso um apelo para o nome do videogame ou mera coincidência?

O império do SNES durou até 1996, quando a Nintendo, antenada nas modernidades (e de olho nos concorrentes), lançou o Nintendo 64. Curiosamente no mesmo ano do Crash Bandicoot no Playstation (merece artigo futuro?).

E então, querem saber quais jogos passaram lá em casa?

1) INTERNATIONAL SUPER STAR SOCCER... DELUXE!!!!!

NOSSO MEME FAMILIAR
Videogames me ajudando no inglês: jamais saberia que futebol era "soccer" em inglês (o "football" é o conhecido "futebol americano", não sei de onde inventaram essa). Com esse jogo aposentaram aqui em casa o joguinho de botão (com o time de São Paulo pra mim). Mas, na minha tenra infância não entendia por que os nomes dos jogadores da seleção brasileira não estavam no jogo (Romário? Dunga? Bebeto? Taffarel? Zinho? Branco? Cafu? ONDE???) e no lugar deles, sobrenomes portugueses (FAIL!).

2) DIDDY'S KONG QUEST


Pausa para conter as emoções... Em próximo artigo falarei desta joia (sem acento mesmo, gente).

3) SUPER MARIO WORLD


Acharam que este ia ficar de fora? Se bem que quase nunca saíamos da primeira ilha... Na verdade o máximo que conseguimos avançar foi no quarto mundo e isso já no meu atual bairro, com a ajuda do primo dono do cartucho (ora, antigamente era assim, o jogo que você não tinha pegava emprestado com parentes ou alugava na locadora).

4) TOP GEAR


Esse era "nosso" (eu não tive participação na compra, só no usufruto). Só conseguimos "zerar" este jogo quando descobrimos pra que servia o tal "password". Antes já estava ficando chato e pior que o Enduro sempre começar o jogo nos EUA! Só não entendo por que fizeram umas pistas tão nojentas para representar o Brasil... Bem, o fato é que a gente literalmente dá a volta ao mundo neste jogo tão legal. A turnê se encerra na Inglaterra (ou Reino Unido, como preferirem).

Bem, leitores, fico por aqui. Mas não se preocupem, nesta semana ainda tem mais! Prometo não ficar mais tanto tempo longe da redação.

Em se tratando de jogos, sabia que você pode tirar um dinheirinho trabalhando com jogos digitais? Estou divulgando um curso online que te ensina como isso é possível. Para mais informações, clique neste link: http://batatajose.blogspot.com/2018/09/trabalhe-com-jogos-digitais.html

Fontes:
Wikipédia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Super_Nintendo_Entertainment_System
Minha memória
Minha família de alto e bom gosto pra diversão
E o Google mesmo...

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Memórias Póstumas de José de Anchieta: Atari

Quem hoje joga videogame com esses últimos consoles ou nem isso - tablet e celular aos poucos fazem a substituição - mal imagina com que meios nós de décadas passadas tínhamos para nos divertir.

Observando como a tecnologia anda mais avançada e a garotada de hoje mais exigente com gráficos, efeitos, bits and bites e realismo virtual, chego a dar risada quando eu me lembro que em minha infância tínhamos em casa um Atari 2600

NÃO, A IMAGEM NÃO ESTÁ INCOMPLETA, É ASSIM
MESMO O VIDEOGAME!!
Não sei quanto aos meus irmãos, mas eu me achava morador da Praia da Costa (sem valões) ao "possuir" (it wasn't mine, nem sabia ligar direito) essa belezura. Mas, minha infância terminou de ser arruinada com uma simples pesquisa na Internet, me mostrando que o console foi lançado em 1977 nos Estates e em 1983 no Brasil! (R.I.P. infância). Como é que só fui ver essa bagaceira nos anos 90?

E caso vocês estejam se perguntando onde estão os botões A e B ou X ou Bolinha ou Quadrado, esqueçam! Os jogos eram tão simples que um botão já era o suficiente. Em alguns casos nem era usado (alguém usou o botão pra jogar Pac-Man?)

Atari continuou lançando novos modelos até os inícios dos anos 90, mas este aqui foi o campeão de vendas (talvez por isso ele apareceu em casa tão tarde) e popularidade. Lamentavelmente a empresa feneceu aos poucos com o advento da Mega System (a.k.a. Sonic), com as atualizações da Nintendo (a.k.a. Super Mário e Donkey Kong Country) e com a Sony também se metendo no mundo dos games (a.k.a. Playstation). Foi também questão de tempo para lá em casa descartarem o Atari pelo Super Nintendo - talvez isso renda futuro artigo.

Esse buraco no meio que vocês estão vendo era para colocar o cartucho. Só tínhamos um (parem de rir, o Brasil estava em crise!) e os demais vinham na memória. Querem ver o que eu costumava jogar?

1) Pac-Man
Em casa chamávamos de "Come-Come", pois a missão era essa mesma, ficar até 2050 comendo esses tracinhos e os fantasminhas que corriam atrás da gente após comer esses quadrados amarelos que ficavam nos quatro cantos da imagem. Quanto mais a gente avançava mais rápido os fantasmas ficavam, até chegar a um nível que era impossível! Ou seja, o objetivo não era chegar ao fim - se é que havia fim - e sim chegar à pontuação mais alta.

2) Enduro
O Top Gear dos anos 80, esse era o cartucho único que tínhamos. Mesma lógica dos demais jogos, sua missão era ficar em primeiro lugar na corrida, mas a corrida não tinha fim! O desafio mesmo era a pontuação. Só que aqui havia um porém: você perdia o jogo se ficasse muito pra trás. O diferencial era o ambiente: começava assim como na imagem, dia aberto com tudo verde. Depois o tempo ia mudando - tarde, pôr do sol, noite e madrugada com neblina! Depois vinha o amanhecer, e voltava ao dia normal. Em casa já considerávamos jogo ganho quando conseguíamos ficar até o dia seguinte, pois a parte da noite e da madrugada era difícil!
OU VOCÊ IA MAIS DEVAGAR E PERDIA POSIÇÕES
OU VOCÊ IA RÁPIDO E BATIA SEM CESSAR
NA TRASEIRA DOS CARROS.

3) Pelé's Soccer
PAREM DE RIR! Esse era nosso Winning Eleven Raiz. E sim, você não usou drogas e leu errado, era o nome do Pelé nesta obra prima - literalmente! Eu sempre levava um susto quando alguém marcava um gol e às vezes torcia pro jogo ficar no zero a zero - traumas da infância.

4) Frostbite
Calma que vou traduzir, esse jogo era interessante. O carinha tem que construir uma casa, conforme visto no canto direito da tela. Para levantar a casa ele tem de pisar nesses quadrados que você vê embaixo. Mas não é tão fácil. Você tem que se esquivar do urso que fica andando pra lá e para cá, senão ele te pega e você perde uma "vida". O azul na tela é o mar; ou seja, se você errar a mira do quadrado o carinha se afoga. Está vendo os pássaros? Não os deixe te pegarem, pois eles te empurram para fora do quadrado. A mesma coisa com essa ostra amarela. Já os peixes são do bem, eles te dão ponto extra. Você passa de "fase" quando consegue entrar na casa pronta se esquivando do urso. Só que a cada fase, os quadrados se movem mais rápido; ou há menos quadrados, exigindo melhor mira de sua parte; ou há mais bichos; ou o urso fica mais rápido. Mais uma vez, o jogo não tinha fim, o objetivo era pontuação.

5) Defender
Guerra nas Estrelas? Talvez. Assim como Asteroids, Defender era um jogo de batalha espacial. Neste caso o objetivo do jogo era defender a cidade de uma invasão alienígena. Só que nunca entendi por que em determinada parte do jogo a cidade aparecia em ruínas - tipo, falhamos na missão, os alienígenas destruíram a cidade, mas o jogo continua? Acho que você entendeu...

6) Tennis
Somente jogos de esporte tinham começo, meio e fim, e talvez por isso esse de tênis e o de futebol eram os mais jogados lá em casa. Sem grandes pretensões o jogo era assim mesmo. Na época não entendia por que os pontos eram de quinze em quinze, achava que tinha de ser igual futebol. Como era inocente...

Leitores, ainda falta um jogo, mas não me lembro o nome e não consegui encontrá-lo de forma alguma em minhas pesquisas, por isso fico por aqui. Até a próxima!

Se recordar é viver, então viverei eternamente!

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Memórias Póstumas de José de Anchieta: O Papa É Pop

Música de qualidade...

Iniciando nova seção (é assim mesmo que se escreve) em meu blog, onde pretendo comentar sobre o que me marcou em minha infância. José de Anchieta foi uns dos bairros onde morei.

Quando eu menciono minha idade alguns logo pensam que eu curtia "Balão Mágico" ou "Trem da Alegria". LEDO ENGANO! Apesar de eu, sim, souber da existência desses grupos infantis, eu não era tão animado a ponto de sequer gravar os nomes das músicas deles. As músicas que mais fizeram parte da minha infância foram Rock Nacional. Talvez por eu fazer parte de uma família de ótimo gosto musical... Não que os grupos infantis fossem uma porcaria.

A lembrança mais antiga que eu tenho de José de Anchieta foi o disco da banda gaúcha Engenheiros do Hawaii "O Papa É Pop", lançado em 1990, mais precisamente da música mais famosa "Era um garoto que como eu, amava os Beatles e os Rolling Stones". Alguém perto do local onde se fazia\faz a feira (precisamente onde é o Supermercado Tesch) escutava essa música bem alta, e um dos meus irmãos começou a acompanhar no canto. Essa foi a primeira vez que eu ouvi falar da banda.

Anos se passaram e eu fui conhecendo mais e mais músicas dos Engenheiros. Tivemos fitas e CDs - eu já comentei sobre "Filmes de Guerra, Canções de Amor" neste artigo. Já nos anos 2000 compraram o CD e conheci o disco por inteiro.

E agora, vamos às curiosidades!

  • Considerado o álbum mais vendido da banda, com cerca de 400 mil cópias somente nos primeiros anos.
  • Tops of the Pop = "Era um garoto que como eu, amava os Beatles e os Rolling Stones", "O Papa é Pop", "Pra ser sincero" e "O Exército de um homem só I" - tem a parte II, que é curtinha.
  • Nas apresentações ao vivo a banda costumava emendar as duas partes em uma só música.
  • Outras músicas que são conhecidas = "Olhos iguais aos seus", "A violência travestida faz seu trottoir" e "Perfeita Simetria".
  • "Perfeita Simetria" por muito tempo foi chamada de "O Papa é Pop II" porque a melodia é idêntica, mas a letra é outra.
  • A foto do Papa João Paulo II tomando chimarrão na capa não é montagem nem Photoshop, é real, foi durante sua visita em Porto Alegre.
  • Sim, o Papa levou sim um tiro à queima-roupa, um turco maluco tentou matá-lo em 1981.
  • O Título "O Exército de um homem só" foi retirado do livro de Moacyr Scliar.
  • Na música "Anoiteceu em Porto Alegre" temos o trecho "Atrás do muro existe um rio\ que na verdade nunca existiu" é uma referência ao Rio Guaíba, que na verdade é um lago, mas por toda a vida foi chamada pelos gaúchos de "Rio". Assim como Rio de Janeiro, o "rio" é na verdade uma baía. FAIL!
Deixo vocês com alguns vídeos para relembrar o passado. É o jeito, com as porcarias "musicais" que tentam nos empurrar hoje em dia...


Era Um Garoto Que Como Eu Amava Os Beatles E Os Rolling Stones


O Papa é Pop

O Exército de um Homem Só I


Pra Ser Sincero (Não teve videoclipe estilo MTV)



Olhos Iguais aos Seus e Perfeita Simetria (No extinto Programa Livre)