Mostrando postagens com marcador destrinchado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador destrinchado. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Memórias Póstumas de José de Anchieta - O Guarda-Costas

Sonho de consumo de muitas...

     Em este artigo pretendo descrever um dos filmes que se tornou presença em minhas memórias, tamanho o sucesso que foi na época. "O Guarda-Costa", filme lançado em novembro de 1992, contou com a atuação de Kevin Costner fazendo o dito cujo e a estreia da cantora Whitney Houston como atriz.

     Diana Ross em definitivo não teve sorte. Há séculos que Hollywood queria fazer um filme com esse enredo, e chegaram a convidá-la para o papel em 1976, mas o projeto não foi para frente. Depois, em 1979, novamente chamaram a cantora dizendo "Agora vai!" e até chegaram a cotar o ator Ryan O'neal para o papel de Frank Farmer, mas novamente o projeto azedou. Ryan acabou fazendo neste ano outro filme com outra cantora, Barbra Streissand.

     Implicância com a cantora? I don't know. Só sei que o projeto saiu finalmente do forno com Whitney. E ela se saiu muito bem, por ser a primeira vez como atriz. A crítica americana se dividiu: uns chatos diziam que Whitney e Costner pareciam duas estátuas sem emoção, outros sentiram seu coração derreter com o "And IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII".

     Não quero arruinar infâncias e adolescências de ninguém, mas a música em questão, "I Will Always Love You", não é da Whitney e nem de Sandy & Júnior, é da Dolly Parton.

     Enfim, autorias à parte, se tem algo em que Whitney se beneficiou neste filmaço foi com a trilha sonora. Metade do disco foram de suas músicas (eu sei, já falei no parágrafo acima). As músicas foram lançadas em single e tiveram até videoclipes. O disco vendeu 42 milhões de cópias (um deles lá em casa) e ganhou trocentas certificações de quase toda a tabela periódica. Só aqui no Brasil ele foi 3 vezes PLATINUM!

Disco joias do Infinito
Vamos conferir os Top of the Pops:

  • "I Will Always Love You" - Carro-chefe tanto para o filme como para o disco. Usaram-na para a parte final do filme, provavelmente deixando o público feminino às lágrimas. Whitney ganhou TODOS os Music e Movie Awards a que foi indicada. A música foi nº 1 em tudo quanto era rádio até em países nada a ver como Finlândia e Zimbábue (!!!) Dizem por aí que Dolly Parton ficou com recalque, mas vocês sabem como são as colunas de fofocas.
  • "I'm Every Woman" - Oooooutra música que não é dela, mas sim da Chaka Khan. Mas, que culpa tem Whitney se o povo só descobre as músicas na voz dela. Pra quem está tendo aulas de canto, esta música é uma boa pedida. Cheia de notas altas na parte final, serve como ótimo exercício vocal.
  • "I Have Nothing" - Finalmente, pro povo parar de mimimi. Esta canção pode não ter sido nº 1 nas rádios, mas tornou-se um clássico para quem tem bom gosto; em especial por ser bastante executada no filme. Lá, a personagem Rachel Marron foi indicada ao Oscar por esta música. A música é tão complicada que nunca a vi em nenhum videokê na época (quem se atreveria?) e a própria Whitney quando cantava em seus shows, mandava a orquestra baixar de "Si (B)" para "Lá (A)". 
  • "Run to You" - Outra música romântica e gostosa de ouvir. A posição mais alta dela foi nº 7 em Portugal. Só que os críticos não concordaram com a cena do filme onde colocaram a canção. Dizem eles que, por a letra da música se tratar de uma mulher que quer reatar o amor com seu homem (tá bem explícito no título, correr para você), ela deveria aparecer mais pro meio, quando Rachel e Frank brigam; e não no começo, onde Frank está vendo o videoclipe dela com aquela cara de quem diz "Vem ni mim, minha neguinha"!
  • "Queen of the Night" - Outra música que teve melhor posição em Portugal. Lamentavelmente ela não caiu no gosto do público em geral, que sempre associou Whitney às baladas românticas. Essa tentativa dela ser moderninha anos 90 (de acordo com os críticos) foi um FAIL. Bem, aqui em casa todo mundo gostou. 
O restante do disco nem vale a pena comentar, a não ser que você conheça Kenny G, Curtis Stinger e Joe Cocker.

     O disco da trilha-sonora não só rendeu grande reconhecimento nas rádios para Whitney, como também uma grande turnê internacional, que durou até 1994. Ela ficou esse tempão sem gravar novo disco - e para quê? Ela era Whitney Houston, podia! E nesta turnê ela incluiu o Brasil. O show feito no Rio de Janeiro, na Praça da Apoteose, foi transmitida pela Globo e se encontra no YouTube

     Agora algumas curiosidade sobre os atores do filme:

  • Whitney, como sabemos está na categoria R.I.P. Quando ouço esse povo querendo legalização das drogas me dá coisas como o Dr. Chapatin e lembro do exemplo dela. 
  • Já Kevin Costner, parece que não vai morrer tão cedo. Firme e forte aos 63 anos, ele continua na ativa. Você pode encontrá-lo em vários filmes como "Robin Hood: Principe dos Ladrões", "JFK", "Whyatt Earp", "Os Intocáveis", "Um Mundo Perfeito", "Campo dos Sonhos (com os espíritos zombeteiros), "Waterworld", "3000 Milhas Para o Inferno" e mais recentemente fazendo o papel de Jonathan Kent, pai adotivo do Super-Homem nesta versão atual. 
Uma curiosidade: Costner é fã de beisebol, o que explica tantos filmes em que ele atua como jogador ou atua num filme sob o tema, como exemplo o "Campo dos Espíritos Sonhos".
  • A fulana que faz o papel da irmã de Rachel é totalmente desconhecida e nem mereceu um artigo da Wikipedia, HAHAHAHAHAHAHAHAHA
Resultado de imagem para charlie brown hahahaha

Resultado de imagem para bill cosby
  • Nem tudo são más notícias. Bill Cosby ainda está vivo.
Resultado de imagem para tomas arana
  • Agora aqui vai mais fatos curiosos com o Greg Portman. O ator Tomas Arana, que é italiano, mesclava entre Hollywood e Itália. Quando ele estava nos States, ele não só participou no filme citado como também em "Tombstone", "Los Angeles Confidencial", "Gladiador", "Pearl Harbor", "A Supremacia Bourne" e "Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge"!


     E por falar em "Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge", o ator neste filme que faz o Bane e atualmente Ed Brook em "Venom" parece ser filho do Kevin Costner! Vê se não tenho razão?

Resultado de imagem para tom hardy this means war

Pois bem, encerro hoje meu artigo com essa imagem ícone do cinema:



Fontes:
Google Images
Wikipédia
Minha memória
Minha família com alto gosto cultural.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Memórias Póstumas de José de Anchieta: Várias Variáveis.

QUANTA COISA EM UMA CAPA...
Mais um disco dos Engenheiros que marcou a minha infância. De longe o disco que mais tem referências, citações, indiretas e homenagens de toda a discografia da banda gaúcha. Lançado em 1991, foi produzido pela própria banda! Infelizmente não encontrei quanto que foi a vendagem. Mas deve ter vendido milhões, né, gente! Vejam abaixo o motivo:

1) TOP OF THE POP:

  • "Herdeiro da Pampa Pobre" - clássico mais lembrado do disco, foi lançado em single e teve videoclipe na MTV. Irônico que a música não é de autoria da banda, e sim do cantor Gaúcho da Fronteira.
  • "Piano Bar" - segundo clássico mais lembrado, também divulgado em single nas rádios. A MTV apresentou uma performance ao vivo da música como videoclipe. Muito se discute sobre o que Gessinger realmente queria dizer com "ontem à noite\ eu conheci uma guria". 
  • "Muros e Grades" - terceiro clássico mais lembrado, também divulgado nas rádios (quem não se lembra da Transamérica?) Quando criança não conseguia lembrar de toda a letra. E ainda tem versos da canção "A violência travestida faz seu trottoir", do disco anterior.
  • "Ando Só" - Aqui, um rock bem pesado, dos bons. Na turnê "Filmes de Guerra, Canções de Amor", um clássico regido pelo Fantasma da Ópera, sem Carlota atrapalhando.
  • "Sampa no Walkman" - Fãs dizem que essa música só foi divulgada em São Paulo, mas eu me lembro perfeitamente dessa música em meu Estado. Acho que o povo a está confundindo com "Quartos de Hotel". 
2) A "PLAYLIST" DA TURNÊ.
Em aspas porque nos shows que se têm registro eles nunca seguiram essa lista à risca.
  1. Toda forma de poder
  2. Infinita Highway
  3. Refrão de bolero
  4. Pra entender (Desde já essa música pouco famosa era escolhida pros shows)
  5. Somos quem podemos ser
  6. Alívio imediato
  7. Nau à deriva
  8. O Papa é pop
  9. O exército de um homem só I e II
  10. Era um garoto que como eu...
  11. Pra ser sincero
  12. Anoiteceu em Porto Alegre
  13. Herdeiro da Pampa pobre
  14. O sonho é popular
  15. Quartos de hotel
  16. Ando só
  17. Piano bar
3) TRADUZINDO AS CANÇÕES.
  • O disco que mais tem referências, a começar pela cor da capa: verde é uma das cores da bandeira do Rio Grande do Sul. As demais cores, amarelo e vermelho, aparecem nos discos "A revolta dos dândis" e "Ouça o que eu digo: não ouça ninguém".
  • A cobra que morde o próprio rabo dá a ideia de que no final tudo irá se repetir. Me lembra um pouco o Ciclo da Vida pregado no filme "O Rei Leão".
Demais símbolos na capa:
  • O relógio do Mickey Mouse que aparece no videoclipe "The Wall", Pink Floyd.
  • Um símbolo radioativo.
  • Desenho de Leonardo da Vinci chamado "Homem Vitruviano".
  • Emblema do 1\14º GAV Esquadrão Pampa.
  • "Beba Chimarrão", uma indireta ao slogan da Pespi na época.
  • "Senta a púa", lema do Primeiro Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira.
  • Um telefone.
  • Uma carinha sorrindo (Profetizando os emojis???)
  • Uma pirâmide com aquele símbolo do "Olho que tudo vê". (Já vi isso em algum lugar...)
  • Emblema do Sport.
  • Emblema do Grêmio (ÓBVIO!)
  • Uma moeda.
  • O símbolo da ONU de cabeça pra baixo.
Eu não disse? E tem mais!
  • Na música "O sonho é popular", a frase "Uma mentira repetida até virar verdade" é referência ao lema comunista que está tanto em moda em nosso país, infelizmente. ("Uma mentira repetida mil vezes se torna uma verdade")
  • Falando em comunismo, mais uma patada: em "Museu de Cera", podemos ouvir Cid Moreira falando ao fundo da música "A crise do comunismo na União Soviética contribuiu para a derrota do Socialismo na Suécia" KKKKKK!!!
  • "Várias Variáveis" é o nome de uma disciplina do Curso Superior de Engenharia!!!!
  • "Pergunte ao Pó", da música "Ando Só", é o nome de um conto de John Fante.
  • "Descendo a Serra" faz referência a 1) "Poema de Sete Faces", de Carlos Drummond de Andrade 2) Ao filme alemão "O Ovo da Serpente" 3) Ao filme "Um Dia de Cão", com Al Pacino 3) Ao livro "Mês de Cães Danados" de Moacyr Scliar. HAJA CULTURA!
  • "Sampa no Walkman" faz alusão à música "Sampa", de Caetano Veloso.
  • "A mesma esquina, em outra canção", se refere às esquinas da Avenida Ipiranga com a Avenida São João, em São Paulo capital, também mencionada na música citada.
  • "Alguma coisa acontece em meu coração" é um verso da música citada. Caetano deve ter liberado ou os Engenheiros pagaram direitos autorais para chegar a tanto...
  • "Herdeiro da Pampa Pobre" é a mais enigmática. Com um forte vocabulário gaúcho, usando expressões e palavras exclusivas da região, o cérebro dos fãs que moravam em outras partes do Brasil chegou a ferver para entender a letra. 
Com tanto conteúdo, me vem um questionamento: será que os artistas em voga hoje produzem músicas de tamanha profundidade em cultura e saberes? I don't think so...

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Diddy's Kong Quest - o mais difícil da série Donkey Kong?

INFÂNCIA RESUMIDA EM UMA IMAGEM

Continuando nos meus devaneios sobre o passado, resolvi destacar um dos jogos do Super Nintendo que costumava jogar em minha infância.

Diddy's Kong Quest é um jogo lançado pela empresa Rare para o console da Nintendo, na época sendo o SNES. Lançado em 1995, é uma sequência do primeiro jogo Donkey Kong Country, lançado no ano anterior. Seguindo o mesmo tipo de produção do seu antecessor (imagens pré-renderizadas em modelos 3D, ótimos gráficos, jogabilidade e trilha sonora), o jogo chegou a vender 5 milhões de cartuchos por todo o mundo. Outra novidade foi o destaque do personagem Diddy e a aparição da sua namorada, Dixie.

Comenta-se por aí que o jogo em questão seria o mais difícil da trilogia - em 1996 lançaram a terceira parte. Analisando o jogo em detalhes, acho que posso compreender por que alguns chegaram a essa conclusão:

Diferente da primeira parte, a segunda tem:


Fases no espinheiro que são dificílimas para passar. Nessa da foto você tem de passar com a ajuda de barris. Tem outra - que a gente nunca conseguia passar do início - em que você precisa do papagaio. E não pode encostar, senão, adiós!


Enquanto que na parte 1 você nadava em todas, aqui nem tanto. Pule na foca e ela refrescará a lava para você nadar. Mas não tarde tanto, com o tempo a água fresca se torna lava novamente!


E falando em não nadar, a fase "Toxic Waste", considerada a mais difícil de todas, tem esse detalhe: um mar de alguma coisa tóxica está SUBINDO pelo castelo e você tem de escalar o mais rápido possível sendo a cobrinha, o papagaio e depois a aranha. Mas a gente sempre morria ainda na primeira etapa da cobra! No desespero em ver o ácido subindo a gente perdia o controle, hehe. Essa fase sempre me fez lembrar do Coringa (próximo artigo?).


A fase anterior ao Chefe Final também era de arrancar os cabelos. Além de estarmos de novo em outro espinheiro, há uma espécie de corrida; e o objetivo da fase é chegar na frente desse corvo. Se ele chegar primeiro, você perde a corrida e uma vida. Mas como correr rápido quando o caminho de repente se estreita e você tem de ir com calma para não esbarrar nos espinhos?!


Mas nem tudo é dureza neste jogo: para descontrair temos a famosa fase da montanha russa. Morríamos pra dedél, mas valia a pena a diversão. Só depois de muitas mortes que fomos descobrir que a letra G estava em uma passagem secreta...


Outro diferencial foi a parte dos bônus. No jogo antecessor, os bônus não tinham missão e objetivos específicos. Na parte 2, a fase bônus tinha como objetivo coletar moedas para o acesso às fases secretas (75 no total). Com esse beneficio, os jogadores se sentiam na obrigação de cumprir com todos os desafios para "zerar" o jogo em 102%.


Além disso tudo ainda tínhamos de coletar as moedas DK (em casa chamávamos de DKazão). Em cada fase havia uma para pegar. Em algumas fases a moeda ficava em local óbvio, mas em outras (leia-se 75% das fases) só Jesus na causa. A moeda da foto acima, por exemplo: eu só fui saber de sua localização após ler um "detonado" na Internet!


O Chefão Final, K. Rool, foi projetado pelo Cão. Não tem como um ser humano normal projetar esse chefe que demora a ser derrotado! Perde-se as vezes em que você tem de acertá-lo com a bola de canhão que ele mesmo lança naquela carabina do Seu Madruga (essa não foi feita em Sorocaba). Sem falar que ele também fica deslizando pra lá e pra cá (fazendo caras e bocas parecendo essas gurias tirando selfie) e mais pra frente ele desaparece. 


Se você conseguiu passar em todas as fases, coletou todas as 75 moedas de bônus e as 40 DK Coins, PARABÉNS! Sinta-se """""privilegiado""""" de enfrentar o K. Rool. . . AGAIN! Calma, calma, não priemos cânico, o jogo promete que será a ultima vez. Após derrotá-lo - como, eu não sei - você poderá ver um final alternativo. Depois, junte folego e parta para a terceira parte - Dixie Double Trouble.

Gameplay do clássico:

E você? Também acha Diddy's Kong Quest o jogo mais difícil da trilogia? Comente!

domingo, 9 de setembro de 2018

Memórias Póstumas de José de Anchieta: Super Nintendo.

ME PERDIA COM TANTOS BOTÕES EM VEZ
DE UM SÓ...

Conforme mencionado em meu artigo anterior, após nos esbaldarmos com o Atari 2600, a minha família fez um upgrade trocando o videogame para a novidade do momento, o Super Nintendo de 16 bits.

Desta vez o Brasil não ficou tão para trás. Lançado ao final de 1990, o console chegou ao nosso país em 1993. E com o advento do Plano Real no ano seguinte, ficou mais fácil de comprá-lo por "apenas" R$ 100,00 mais ou menos (Em 1994, gastar R$ 100,00 com videogame era o suprassumo do luxo).

Não só o console em si agradou a garotada, mas os jogos que foram lançados nesta plataforma tiveram um êxito imensurável! Junto com o lançamento saiu o novo jogo do Mário, o Super Mário World, que se consolidou como marca registrada. Vendeu 20 milhões de cartuchos e é de longe o jogo mais vendido da Nintendo. Atrás dele vem Donkey Kong Country, com 9 milhões de vendas, e depois Mário Kart (8 milhões) e Street Fighter II (6,3 milhões).

Os gráficos e a jogabilidade enterraram os concorrentes, em especial a Atari (coitados...) que não tiveram chance. Sem dó nem piedade, a Nintendo lançou tempos depois o Game Boy, o mini-game com os mesmos jogos em versão simplificada.

Uma coisa interessante é que vários jogos foram lançados com a palavra "Super", seria isso um apelo para o nome do videogame ou mera coincidência?

O império do SNES durou até 1996, quando a Nintendo, antenada nas modernidades (e de olho nos concorrentes), lançou o Nintendo 64. Curiosamente no mesmo ano do Crash Bandicoot no Playstation (merece artigo futuro?).

E então, querem saber quais jogos passaram lá em casa?

1) INTERNATIONAL SUPER STAR SOCCER... DELUXE!!!!!

NOSSO MEME FAMILIAR
Videogames me ajudando no inglês: jamais saberia que futebol era "soccer" em inglês (o "football" é o conhecido "futebol americano", não sei de onde inventaram essa). Com esse jogo aposentaram aqui em casa o joguinho de botão (com o time de São Paulo pra mim). Mas, na minha tenra infância não entendia por que os nomes dos jogadores da seleção brasileira não estavam no jogo (Romário? Dunga? Bebeto? Taffarel? Zinho? Branco? Cafu? ONDE???) e no lugar deles, sobrenomes portugueses (FAIL!).

2) DIDDY'S KONG QUEST


Pausa para conter as emoções... Em próximo artigo falarei desta joia (sem acento mesmo, gente).

3) SUPER MARIO WORLD


Acharam que este ia ficar de fora? Se bem que quase nunca saíamos da primeira ilha... Na verdade o máximo que conseguimos avançar foi no quarto mundo e isso já no meu atual bairro, com a ajuda do primo dono do cartucho (ora, antigamente era assim, o jogo que você não tinha pegava emprestado com parentes ou alugava na locadora).

4) TOP GEAR


Esse era "nosso" (eu não tive participação na compra, só no usufruto). Só conseguimos "zerar" este jogo quando descobrimos pra que servia o tal "password". Antes já estava ficando chato e pior que o Enduro sempre começar o jogo nos EUA! Só não entendo por que fizeram umas pistas tão nojentas para representar o Brasil... Bem, o fato é que a gente literalmente dá a volta ao mundo neste jogo tão legal. A turnê se encerra na Inglaterra (ou Reino Unido, como preferirem).

Bem, leitores, fico por aqui. Mas não se preocupem, nesta semana ainda tem mais! Prometo não ficar mais tanto tempo longe da redação.

Em se tratando de jogos, sabia que você pode tirar um dinheirinho trabalhando com jogos digitais? Estou divulgando um curso online que te ensina como isso é possível. Para mais informações, clique neste link: http://batatajose.blogspot.com/2018/09/trabalhe-com-jogos-digitais.html

Fontes:
Wikipédia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Super_Nintendo_Entertainment_System
Minha memória
Minha família de alto e bom gosto pra diversão
E o Google mesmo...

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Memórias Póstumas de José de Anchieta - "Os Inseptos do Chaves"

ASSISTIR A ESSE EPISÓDIO DURANTE A
GREVE DOS CAMINHONEIROS NÃO DEVE
TER SIDO MUITO ENCORAJADOR...

     Uma das minhas tarefas árduas como criança era assistir Chaves e Chapolin, que naquela época já fazia parte do SBT como Venon e Ed Brook. Mal eu percebia, no entanto, o privilégio que tinha em escutar o programa na venerada dublagem clássica e pioneira da MAGA, dublagem feita quando a emissora ainda se chamava TVS (A TVS mudou de nome pra SBT em 1988).
     E eu também mal desconfiava que boa parte dos episódios que eu assistia estavam com os dias contados! Muito se discute na Internet sobre os ditos Episódios Perdidos, episódios de Chaves e Chapolin que foram retirados do ar nos anos 90 e que passaram mais de 10 anos - em alguns casos, 20 anos - fora do ar.
     O episódio que quero destrinchar pertence à segunda classe. Vinte anos fora do ar, mofando nos arquivos da emissora, voltando ao ar somente em 2012. E ainda de brinde, uma lenda que pode explicar o motivo do sumiço deste episódio em particular.
     Mas não se confunda, caro leitor. Antes que me taque pedras "Mas Batata, eu me lembro de ter visto esse episódio dos 'inseptos' nos anos 2000", entenda a diferença. Não estou falando do episódio "Na Ponta dos Pés", onde o Chaves esmaga o pé de todos na vila com um ferro de passar. Aquele episódio também fala de insetos com gasolina, mas é só parte da história. O episódio da imagem acima fala exclusivamente dos insetos e tem um final diferente.
     A principal diferença entre esses episódios é a presença do Quico. Quando gravaram "Na Ponta dos Pés", Quico não estava mais no seriado. O Nhonho aparece em seu lugar - é ele quem bebe a garrafa de gasolina. Mas no episódio dos Insetos, Quico está em seu lugar original, e é ele quem bebe a gasolina.

QUICO NA HISTÓRIA ORIGINAL DOS INSEPTOS,
E NÃO O NHONHO.
     Temos também um diferencial: A ABENÇOADA DUBLAGEM DA MAGA, GRAVADA NOS ESTÚDIOS DA TVS! Como o episódio dos Inseptos foi o 21º a ser exibido, a dublagem ainda era precária, como se estivesse em fase de testes. Há um eco no áudio e nas vozes dos dubladores (eco característico em todas as dublagens das antigas), a trilha sonora é da Televisa, os dubladores do Chaves e do Quico pareciam que ingeriram gás hélio; o do Seu Madruga e da Dª Florinda por outro lado pareciam intoxicados de Red Bull. Não havia padronização nos nomes dos personagens e em seus bordões. Neste episódio o Seu Madruga chama a Dª Clotilde de "Dona Clô", quando ela desmaia após comer os insetos; e a Chiquinha (a dubladora) por sua vez chora "A-B-C-D-E-F-G" em vez do mais conhecido "Ué, ué, ué".

ESTE PARECE SER O EPISÓDIO EM QUE
A CHIQUINHA MAIS CHORA.
     Cena épica quando o Seu Madruga - again - é acusado por Quico e a Velha Carcomida Dª Florinda o esbofeteia:

MADRUGA: Esta bofetada foi pelo beliscão que eu dei no Quico, não?
FLORINDA: Sim, senhor!
MADRUGA: Dê-me outra! (Sim, antigamente o brasileiro se importava mais com o português)
FLORINDA: O senhor quer outra bofetada?
MADRUGA: Sim!
FLORINDA: Com muuuuito prazer (excesso de Red Bull dá nisso)
Dª Florinda dá outro tapa em Seu Madruga e ele, em seguida, dá outro beliscão no Quico.
FLORINDA: M-m-mas o senhor não...
MADRUGA: Bem, agora estamos quites, não? Pra dentro, Quico, e não se misture com essa gentalha!

     Admita que você leu o trecho acima imaginando as vozes dos dubladores! Como diz Engenheiros, acontece a qualquer um.

     Agora a cena que lançou uma teoria sobre o cancelamento deste episódio está mais pro final. Seu Madruga está em casa tentando passar roupa e pede ao Chaves que "experimente" o ferro. O verbo fez Chaves experimentar o pirulito que a Chiquinha chupava - e ela chora again. Depois ela explica "mandei experimentar o ferro", então o jenial Chaves faz isso:

CHAVES EXPERIMENTA O FERRO QUENTE COM
A LÍNGUA, ATÉ SE OUVE O BARULHINHO DE
QUEIMADO!!
     Com isso vem a teoria de que o povo do Politicamente Correto condenou a cena acima por ser inapropriada às criancinhas, que poderiam tentar imitar com o ferro de suas mães. No YouTube alguns afirmaram que houve sim, casos de crianças em São Paulo que foram parar no hospital com a língua queimada; e essas mães, em vez de passarem o mesmo ferro na poupança de seus filhos para largarem de ser retardados, escreveram cartinhas à TVS\SBT exigindo a retirada do episódio no ar.
     Mas, de qualquer maneira, quando as filhas Abravanel mandaram anunciar que iam reexibir os Episódios Perdidos em 2012, o episódio dos Inseptos estava entre eles. Agora podemos assisti-lo em HD no YouTube quantas vezes nos der na telha (caindo por terra a explicação furada do SBT de que esses episódios se deterioraram com o tempo ou que se perderam na famosa enchente de 1992).
     Não posso deixar de mencionar a lendária explosão na casa do Seu Madruga quando ele bebe inadvertidamente a garrafa de gasolina e acende um charuto trago pela Bruxa do 71 Dª Clotilde. Após a explosão todos ficaram com os chapéus trocados e a Chiquinha com os óculos quebrados!


     Se recordar é viver, então eu viverei eternamente!


Fontes:
Minha memória
YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=QV3NYENmbEk
Google
Boatos do YouTube
Fórum Chaves: http://forumchaves.com.br/portal/

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Memórias Póstumas de José de Anchieta: V

Amado pelo público, detonado pela crítica.

"Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado
Hoje eu quero fazer tudo por você"

Se você estava vivo na melhor época do Rock Nacional, com certeza sabe do que vou falar só de ler o título deste post e os versos acima. Só eu não lembro direito como esses versos grudaram em meu cérebro e não os de Vento no Litoral...

"V" foi o quinto (KKKKK) álbum de estúdio da banda de Brasília Legião Urbana, lançada em 1991. Como era costume da época, 90% do disco foi tocado exaustivamente nas rádios - diferente de hoje onde os artistas gravam CD com 18 músicas mas só destacam uma.

Mas o disco foi lançado em uma época conturbada da banda. Renato Russo descobrira no ano anterior que estava infectado com o vírus HIV e passou a exagerar na bebida. Não foi gravado nenhum videoclipe para os sucessos e a turnê deste disco foi curtíssima.

Uma coisa boa no meio desse turbilhão de emoções foi a gravação do Acústico MTV em janeiro de 1992. Todo mundo sabe do que eu falo. A MTV passou a usar esta produção como forma de promover o disco, devido à ausência de videoclipes originais.

O disco V vendeu 465.000 cópias e é considerado um dos discos que menos vendeu! Isso porque Legião era tão requisitado que seus discos vendiam milhões. Mas, para os padrões de hoje, o disco seria certificado não Ouro, nem Platina, nem Diamante, seria Jóias do Infinito.

Vamos às curiosidades:

  • Assim como Engenheiros, Legião também tem suas citações: no caso temos Thomas Mann em "A Montanha Mágica", que é título de um de seus livros.
  • Dizem por aí que não foi só do álcool que Renato andou abusando por causa da mesma "A Montanha Mágica", nos versos "Minha papoula da Índia\ Minha flor da Tailândia". 
  • "L'âge d'Or" significa " A Idade de Ouro" em francês e é nome de um filme de 1930. Sim, minha gente, naquela saudosa época curtíamos Rock com o coração e com o CÉREBRO.
  • Aliás, nossos cérebros são estimulados ao máximo logo na primeira música! "Love Song", apesar do título em inglês, tem a letra toda trabalhada no português arcaico da era medieval! Só pros fortes, só pros fortes...
  • Dizem por aí que os fãs de "Game of Thrones" e "Vikings" tem a este disco como o predileto.
  • A excelente "Metal Contra as Nuvens" só não foi tocada nas rádios por causa de sua extensão. É a música mais comprida de todo o repertório da banda.
  • Muito se discute se a causa da "baixa" vendagem do disco foi devido ao caos econômico em que o Brasil se encontrava no início dos anos 90 até o Pres. Collor ser deposto. Tanto que a música "Teatro dos Vampiros" reflete essa realidade: "Vamos sair\ Mas não temos mais dinheiro\ Meus amigos todos estão\ Procurando emprego". Naquela época não existia Catho nem Infojobs.
  • "Vento no Litoral" é de longe a preferida do público e muitos morrem de raiva por ela não ter videoclipe na época em que a MTV estava bombando no Brasil (não exatamente onde eu moro). No entanto a geração Nutella pensa que o clássica é da Cássia Eller (FAIL!)
  • A última música "Come Share My Life" (Venha compartilhar minha vida) é uma música do folclore americano.
Resumindo: se algum moleque da Geração Leite-com-pera te disser que não gosta de Legião, você já sabe qual é o Q.I. dele.

Fontes:
Google
Wikipédia
Minha família com alto gosto musical
Rádio Transamérica
Meu cérebro.