Mostrando postagens com marcador paralelo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador paralelo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

FAIL do MILÊNIO: Livro e Filme "Como eu era antes de você".

Olhando assim parece até um filme
romântico como qualquer outro. . .

Já tem um tempinho que eu queria escrever esse artigo, mas antes de fazer o papel de “o único que rema contra a maré” resolvi fazer minhas básicas pesquisas e... TCHARAAANNN!! Eu não era o único.
Really, você nunca parou para pensar o quão esquisito ficou o enredo central do filme “Como eu era antes de você”, filme que – dizem – está sendo aclamado com um dos\o mais romântico de 2016?
Ah, não sabe do que se trata desse filme? Pois bem, o longa metragem pode ser resumido na seguinte mensagem subliminar que ele deixa: “Melhor morrer a ser deficiente”.
O filme é baseado no livro homônimo “Me before you” – c’est tout la meme chose – de Jojo Moyers, britântica, lançado em 2012 e adaptado às telonas neste ano. No entanto, a história engana o leitor\telespectador que pensa ser mais uma história de amor.
O protagonista do filme\livro é deficiente físico, tetraplégico, e se apaixona pela enfermeira recém contratada para cuidar dele. Ele, chato, depressivo e arrogante; ela, bobinha, tímida e sonsa. Os dois passam a história se conhecendo, um ensinando ao outro como viver melhor, corrigindo os defeitos e aprimorando suas virtudes.
A história tinha tudo para ser feliz, até que chegando ao final o “herói” toma a decisão mais ou menos assim: “Olha meu amor, obrigado por esses meses tão felizes, por tudo o que você me ensinou, pelo nosso amor... mas eu odeio minha vida de deficiente e quero morrer”. O cara se inscreve nesses programas de Suicídio Assistido que existe nos Estados Unidos – e não houve NADA nem NINGUÉM que o impedisse da loucura!!!
Se a escritora estava pensando em “Um amor para recordar”, vamos parar com a palhaçada! Eu sei que o final desse filme\livro não é tão feliz, mas ao menos a heroína lutou até o fim com seu grande amor ao lado. Nada dessa decisão tão polêmica de suicídio.
É doloroso quando um suicida resolve pôr fim a sua vida de impulso, sem avisar, geralmente deixando um mero bilhete para os familiares. Eles só descobrem quando é tarde demais. E sofrem muito. Imagine então quando o cara quer planejar o suicídio com antecedência, avisando aos parentes e exigindo que eles aceitem sua “decisão”?? WHAT?? Como se reage a um absurdo desses!?
Mas é claro que nem todos engoliram essa. Houve sim muitas criticas negativas. Pessoas com deficiência se sentiram ultrajadas, creem que esse tipo de história só aumenta o preconceito. O personagem demonstra tudo aquilo que os deficientes da vida real lutam para NÃO ter – negatividade, depressão, a eterna ladainha do “não quero ser um fardo”.
Conforme dito no artigo do site Obvious: "O retrato do suicídio como algo poético, belo e as vezes até atraente não corresponde à realidade. É pungente, e um ato de desespero, que não pode ser tratado com simples conselhos. É um assunto sério que carece a atenção de um profissional."
E na “real”: existem milhões de exemplos da vida real de pessoas que conseguem ter uma vida feliz e normal mesmo com alguma deficiência física. Tem pessoas beeem piores que o carinha o filme que não tem esses complexos. As Paraolimpíadas que tivemos recentemente derrubam, matam, enterram e cospem em cima da lápide de todos esses argumentos do filme.
Aí você leva sua namorada ou sua família para assistir a um filme romântico e se depara com essa palhaçada, com essa banalização e glamorização do suicido, conforme salientado em certa reportagem.
Porém, sempre tem aqueles progressistas – esquerdistas, c’est tout la meme chose – dizendo que é apenas questão de opinião, é decisão do personagem. Sei, senta lá, Cláudia...
“Parem o mundo que eu quero descer”

                                                           (Van Pelt, Lucy)

domingo, 11 de dezembro de 2016

Quem é Paulina Rubio e por que você não a conhecia antes.

Paulina WHObio

Os Estados Unidos tem Jessica Simpsons. Nós temos Anitta e Paula Fernandes. E o México tem Paulina Rubio.
Mas, afinal quem é essa fulana a quem eu constantemente me refiro como péssimo gosto musical?
O texto abaixo não é meu; é a tradução de outro texto que li nas redes sociais, mas que com boa dose de zoeira te dará algumas informações.

“Paulina Rubio se fez conhecida graças a Timbiriche. Desde aqui foi conhecida como ‘baby prostituta’, por ter relações com vários homens (com o consentimento dela), mesmo sendo menor de idade.”
“À idade de 16 anos já havia abortado e aos 25 anos corria boatos de que ela era soropositiva.”
“Logo que Thalía entrou no grupo, Paulina se juntou a ela se tornando grandes amigas, mas ao ver que sua ‘amiga’ se destacava em beleza, talento e carisma a outra já não a via como antes e a inveja a apossou de tal forma que foi a principal responsável por intrigas e discórdias no grupo.”
“Assim que Thalía decidiu sair de Timbiriche, a Paulina lhe deu novo ataque de inveja e após roubar o conceito de solista de Bibi Gaytán – outra suposta amiga – se lançou como solista dois anos depois, apenas para BERRAR e gemer por todo o México.”
“Se fez famosa majoritariamente da comunidade gay e retardados mentais que crêem que seus berros soam harmônicos como canto da sereia.”
“Quando Thalía se lançou como atriz fazendo a ‘Trilogia das Marias’, Paulina Rubio ‘por coincidência’ gravou três novelas, porém diferente da primeira que se consagrou Rainha das Telenovelas, novelas que foram vendidas para mais de 180 países, as de Paulina WHObio não saiu do México e nem se encontram no YouTube para quem queira ver.”
Parece máquina XEROX. . .
“Quando Thalía se casou, Paulina – que já era conhecida por imitar-lhe em tudo – também quis fazer o mesmo e às pressas se casou com o primeiro vagabundo que encontrou em Espanha, não importando quem fosse, contanto que fosse espanhol.”
“Desde então renega sua nacionalidade, se crê espanhola e fala com acento mais falso que ela mesma.”
“Logo que a Imperatriz da Beleza teve sua primeira filha, Paulina decidiu como promessa de ano novo não abortar e deu a luz seu filho a quem lhe pôs nome de travesti.”

Ok, o texto tem exageros, mas a história é basicamente assim. Por isso que essa fulana não faz sucesso no Brasil. Por que nós iríamos nos contentar com cópias quando podemos desfrutar do original?
Desde então ela só comete grosserias e se envolve em escândalos para chamar a atenção, já que como ‘cantora’ não adianta, visto que desde 2012 não lança material novo, tudo que há são ‘singles’ soltos sendo divulgados como promessa que novo disco que vive sendo adiado pela gravadora.
Para piorar, os fãs psicóticos de Paulina insistem em atribuir tudo o que foi dito acima a Thalía. Serio??
O povo já dizia, “a inveja mata”, e no caso dela, é real. A mídia em geral se burla de ella e decreta que su carrera ahunda como el Titanic.
Portanto, meu amigo, não se sinta culpado se você não conhecia essa fulana antes, não perdeu nada. Apenas fiz esse artigo para explicar essa referência em meus artigos.

Fontes: Aqui e aqui.
E mais um vídeo explicando tudo.

domingo, 6 de março de 2016

Chayanne e suas regravações.



Em algum lugar do passado você deve ter ouvido falar de Chayanne, um porto-riquenho que é cantor, ator e bailarino. Não? Então você vai saber ou relembrar agora.

Elmer Figueroa Arce, mais conhecido por seu nome artístico, é mais um de Porto Rico a se radicar no México para iniciar-se na carreira musical. Começou ainda criança no grupo "Los Chicos", no final dos anos 70, mas em 1983, ele decidiu sair. A banda se desintegrou em 1985 (lembrem-se que nos anos 80 quem mandava era Thalía & Timbiriche).

Ainda assim, em 1984, num México dominado por Thalía e Luis Miguel, eis que Chayanne surge com a cara e a coragem lançando seu primeiro disco, "Mi Nombre Es Chayanne". Será que o público abriria espaço para mais um? A história nos mostra que sim, com o single "Y Que Culpa Tengo Yo?" sendo #1 no México, na América Central e nos Estados Unidos.

Encorajado pelo sucesso, o cantor lança em 1986 seu segundo disco, "Sangre Latina". Não teve o mesmo estrondoso êxito do primeiro disco, mas algo chamou a atenção dos fãs: no vídeo de "Una Foto Para Dos", Chayanne elabora uma inédita coreografia. Parecia que o rapaz não tinha ossos nas pernas e quadris, hehehe.

Em 1987, sai à vendas o terceiro disco, "Chayanne". Em vários videoclipes Chayanne exibe sua arte da dança mais elaborada, fazendo a crítica compará-lo com Michael Jackson (Curioso que no mesmo ano de 1987 Michael Jackson lançou o disco "Bad" também cheio das dancinhas).

O sucesso de Chayanne com seu terceiro álbum atingiu a América do Sul, tendo o single "Fiesta en América" sendo #1, chegando ao ponto do cantor relançar seu disco em português. E é aqui que chego com o título do meu artigo. Com a chegada do disco em terras brasileiras, o povo daqui descobriu que as músicas "Violeta" e "Peligro de Amor" eram regravações! "Violeta" é a versão espanhola de "Fricote", de Luís Caldas; "Peligro de Amor" é a versão de "Amanhã Talvez", da Joanna.

Em 1988, com o quarto disco, mais duas regravações brasileiras. Uma versão que fez bastante sucesso foi a balada "Fantasias", sendo originalmente do cantor José Augusto. "Tengo Esperança" é uma versão de "Gritos de Guerra", do Chiclete com Banana (que é isso, Chayanne?) Ao menos o disco fez sucesso o suficiente para a Pepsi convidar o cantor para gravar um comercial, e o videoclipe da música "Ese Ritmo Se Baila Así" ganhou o prêmio MTV Music Video Award.

Pois bem, parece que o Brasil quis se vingar de Chayanne e resolveu fazer o mesmo. Em 1990, o cantor lançou seu quinto disco, "Tiempo de Vals". Eu já deveria saber de qual música se tratava, mas fui obtuso nessa hora. No entanto, tive total certeza quando vi a música "Completamente Enamorados". Pensei: "Só falta ser aquela música que ouvia em José de Anchieta", e BINGO!

Agora não era Chayanne quem catava regravava músicas brasileiras, era Marcelo Augusto quem copiava regravava músicas do porto-riquenho. "Completamente Apaixonados" é dele, e a outra música, "Em Tempo de Valsa", idem! Quem não se lembra do trecho "Em tempo de valsa eu te beijo\ Um, dois, três, um, dois, três"?

O único porém é que diferente de Marcelo Augusto, que interrompeu sua carreira de cantor (se enfiou no programa 'A turma do Didi' de 2002 até 2012), Chayanne continua até hoje lançando discos, fazendo turnês mundiais e nas horas vagas atuando como ator, não apenas nas telenovelas mexicanas, mas também em filmes americanos, como "No Ritmo da Dança".

He, he, interessante saber como o Brasil e o México por décadas têm essa relação de trocas voluntárias! Portanto, antes de tacarem pedras em Luis Caldas e cia, lembrem-se de que foi Chayanne quem começou.

Clique nos vídeos abaixo e veja se tais músicas não te lembra outras:

"Violeta", regravação de "Fricote".

A revanche: "Completamente Enamorados", regravado mais tarde por Marcelo Augusto.



quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Destrinchado: O desjejum do Chaves Parte 2

Dublado nos estúdios da TVS...

Eu realmente queria fazer esse destrinchado e saber da opinião de vocês.

Talvez você não saiba, mas desde os anos 90 os programas Chaves e Chapolin têm passado por uma revisão na dublagem. Você já reparou como as vozes de determinados personagens são diferentes de um episódio para outro? Em especial a Chiquinha?

Isso acontece por que os programas contam com duas dublagens. A primeira, muito querida pelos fãs antigos, foi feita entre 1983-1984, quando o SBT ainda se chamava TVS, pela empresa MAGA; e outra realizada nos anos 1990 pela Mashmallow. Dizem que se trata da mesma empresa, pois contou com a maioria dos dubladores da pioneira MAGA.

Bem, quase todos... Sandra Mara, a dubladora da Chiquinha dos anos 80, não estava mais no SBT (A TVS virou SBT em 1988) e a voz da filha do Madruguinha passou a ser ouvida por Cecília Lemes. É aí que os fãs se dividem e discutem via YouTube qual das duas dubladoras é a melhor.

Óbvio que eu prefiro a voz da Sandra Mara: primeiro porque de longe é a melhor. Depois, com Cecilia Lemes, parece que estamos ouvindo a Dona Neves! Pesquise como as duas fazem o choro da Chiquinha; o da Sandra Mara é mais potente e escandaloso, o que mais combina com o original. Cecília Lemes parece que está se sufocando como a Paulina Rubio.

Agora vamos mais profundamente e analisar a redublagem do episódio O Desjejum do Chaves - Parte 2.


Definitivamente o episódio com a pior redublagem. A Televisa enviou curiosamente a segunda parte (em 1984) antes da primeira. E quando chegou a primeira (em 1992), a dublagem já era do SBT. Então, para “combinar”, o SBT redublou a segunda parte, resultando na tragédia abaixo:

Começa no “começo”:
         TVS: O episódio começa com uma música triste e a narração do dublador do Prof. Girafales.
         SBT: O episódio começa com uma música alegre e a narração do falecido dublador do Chaves

Vozes da Chiquinha
         TVS: Dada por Sandra Mara, definitivamente a melhor.
         SBT: Dada por Cecília Lemes, que parece que está vomitando. Às vezes parece que ouvimos Dona Neves!

Quando Quico quebra os ovos com a raquete:
         TVS: “Que cortada!”
         SBT: “Que coisa, não?”

Choros da Chiquinha:
         TVS: Um "Ué, ué, ué" bem forte e escandaloso que assusta o Quico.
         SBT: Um "Ué, ué, ué" muito fraco, parece que a Chiquinha está sendo enforcada, mas o Quico se assusta do mesmo jeito. . .

Quando Chaves acerta Seu Madruga com a raquete:
         TVS: Tinha de ser o Chaves de novo! (não seria 'do oito'?)
         SBT: Tinha de ser o Chaves mesmo!

Diálogos entre Quico, Chaves e Prof. Girafales:
         TVS: Prof. Girafales: "Então não tem cinco minutos que sua mãe esteve aqui"
         Quico: "Sim, mas ela saiu caçando"
         Girafales: "Como"?
         Quico: "Saiu caçando. . ."
         Girafales: "Ah, sim, alguma pulga?"
         Chaves: "Não, algum Madruga!"

         SBT: Na redublagem Quico diz que sua mãe saiu atrás de um homem, e quando o Professor pergunta se era algum ladrão Chaves responde "Não, algum Madruga".

         Por que a versão do SBT ficou sem graça: Se fôssemos olhar o texto original em espanhol, veríamos o Prof. Girafales pergunta "Algún ladrón?", e o Chaves responderia "No, algún Ramón!". Acontece que no original Seu Madruga é chamado pelo seu verdadeiro nome, sendo que no Brasil, não sei porquê, chamamos o personagem de Madruga. (Percebeu isso antes? Há uma meia dúzia de episódios ainda não redublados em que todos chamam o personagem de Ramón, mas são raríssimos de serem exibidos). A TVS quis manter a rima, por isso inventou a pulga. O SBT inventou essa de ladrão, e a rima se perdeu. Será que Dª Florinda teria coragem de correr atrás de um ladrão?

Chaves, Quico e Nhonho jogando tênis. Quando eles fazem "bullying" com Nhonho:
          TVS: "Veja bem, veja bem, veja bem"
          SBT: "Olha ele, olha ele, olha ele"

          Isso mesmo! Nos episódios dublados entre 1984-1988 não havia uma padronização nos bordões dos personagens. Quantas vezes você ouviu "Chaves do Oito" no lugar de "Chaves de novo"? "Imagine, imagine, imagine" em vez de "Pois é, pois é, pois é"? "Comigo ninguém tem paciência" em vez do contrário? "Que que foi, que que foi, que é isso" ou "deixa isso"? Então, os dubladores eram livres para dublar como queriam; mas chegou os anos 90 com o a padronização e pronto, acabou-se o que era doce.

Outra da Chiquinha:
          TVS: "Mas a culpa foi toda do Quico, por ter estorvado os ovos."
          SBT: "Mas a culpa foi toda do Quico, por ter rasgado os ovos."

Mas o prêmio de EPIC MEGA FAIL, vai para a da piada do banho de assento:
          TVS: Quico: "Não chora, Nhonho, isso passa com um banho de assento".
                    Nhonho: "Banho de assento?"
                    Chaves: "No caso dele tem de ser banho de aduzentos!"
          SBT: Quico: "Não chora, Nhonho, isso passa com um banho de piscina".
                    Nhonho: "Banho de piscina?"
                    Chaves: "No caso dele tem de ser banho de piscina olímpica".

SBT, era melhor ter deixado a primeira dublagem. 

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Timbiriche e suas versões brasileiras.

ORIGINAL
CÓPIA MADE IN BRAZIL
 É possível que eu arruíne a juventude de alguns leitores meus, mas conforme prometido no último artigo, eu ia mostrar a vocês quais foram as músicas da banda de pop-rock mexicana Timbiriche que ganharam versões brasileiras.

Dado pouco conhecido, a maioria dos sucessos de Timbiriche foram regravados por Polegar e Dominó. Dominó regravou uma música, mas Polegar regravou umas dez.

As duas boy bands surgiram sob a liderança de Gugu Liberato. Primeiro surgiu Dominó em 1984, depois veio o Polegar em 1989. Conforme dito no artigo anterior, em 1988 Timbiriche embarcou em uma turnê pela América Latina, e eles deram uma passadinha no Brasil. Muitos brasileiros nem suspeitavam que aquela roqueira e aquele bonitinho mais tarde seriam o casal de "Marimar" (e nem eles suspeitavam disso).

Foi então que Gugu teve a ideia de entrar em contato com os managers e pediu autorização para copiar criar versões em português das músicas dessa interessante banda. Dominó teve a música "Con todos menos conmigo", daquele disco VII que vendeu seis milhões de cópias. A letra ficou 99% a mesma (adaptar do espanhol para o português é bem mais fácil). A música era cantada apenas pelos rapazes, o que caiu muito bem; porque diferente de Timbiriche onde o foco eram Thalía e as garotas, Dominó só tinha garotos.

Parece que a Promoart se empolgou com o feito, porque quando planejaram lançar o Polegar em 1989, resolveram pegar MAIS músicas de Timbiriche e passar para o português. Logo no primeiro disco cataram três músicas do disco duplo VIII y IX. No disco de 1990 pegaram mais cinco músicas (uma delas do disco VII) e no terceiro disco de 1991, mais duas músicas. Muita esperteza de pegar as músicas quando a banda está em decadência; mas imagine se estivesse tudo certo com Timbiriche e eles resolvessem voltar ao Brasil? Surpresa!

Outro problema é que, como disse acima, o forte de Timbiriche era Thalía e as garotas, era praticamente uma "girl band" com três garotos no meio (um "galã" e dois feiosos). Mas Polegar, assim como Dominó, só tinha rapazes. Será que eles iriam cantar "Me estoy volviendo LOCA"? FAIL!

Só para ter ideia:

  • Conforme dito acima, a música "Com todos menos comigo" de Dominó é de Timbiriche. Uma apresentação do grupo com essa música no programa dos Trapalhões é visto até hoje no YouTube.
  • Agora vamos ao Polegar. A música "Amame hasta con los dientes" (preciso traduzir?) aqui nas mãos da banda virou a questionável "Dá pra mim". Vê se pode? Ao menos na versão original não tem essa letra de duplo sentido. Coitado do Erik!
  • A música "Soy como soy" cantada por Paulina virou "Sou como sou". Sim, aquela música em que eles estão no Wet 'n' Wild, e a plateia do "Domigo Legal" gritou mais alto que o áudio do videoclipe. A música virou trilha sonora do filme "Uma escola atrapalhada".
  • "Tu y yo somos uno mismo" virou "Ando falando sozinho". Tá "serto", excelente espanhol desse povo! A música cantada originalmente por Diego ficou famosa na voz do polêmico Rafael Ilha. Lembram-se da música cujo videoclipe tinha a Ana Paula Arósio ainda jovem numa praia? Pois bem, na versão original o videoclipe de Timbiriche também se passa numa praia! Brasil, nada se cria, tudo se copia!
  • Aquela música "Ela não liga pra mim" na verdade é "Soy un desastre", cantada por Diego. As letras não combinaram. E que negócio é esse aqui no Brasil de "Se eu sou um cigarro\ Ela não fuma"??? Cigarro para pré-adolescente, eu não acredito que eu ouvia essas coisas quando assistia "Passa ou Repassa" ou "Reino Animal"!
  • E sim, eles cataram "Me estoy volviendo loca" e transformaram-na em "Estou ficando louco". Boa sacada!
  • O dueto de Thalía e Diego (lembre-se de que eles estavam namorando) "Si no es ahora" foi modificado para "A qualquer hora", e como não dava para fazer um dueto romântico, eles aceleraram a música e enfiaram mais rock nos arranjos. É, fazer o quê...
  • Mais uma adulteração de quádruplo sentido: a música "Corro, vuelo, me acelero" foi violentada e se transformou em "Fogo do amor", cheia de expressões dúbias. Como brasileiro é tarado, eu ein! Ouçam a música original de Timbiriche e verão que a letra é totalmente limpa e decente.
  • E ainda tiveram músicas que não foram sucessos com Timbiriche e eles copiaram assim mesmo, quanto desespero! "Vive la vida" (Viva a vida), "Solo para mí" (Só para mim), "Princesa Tibetana" (Prisioneiro = duh!) e se eu esqueci alguma, lamento. Eu contei dez músicas, mas fontes dizem que eles pegaram treze.
Alguns saudosistas ficaram revoltados quando descobriram que as músicas de sua juventude eram na verdade versões estrangeiras. Está certo que é de praxe o brasileiro pegar músicas em inglês ou espanhol para fazer sua versão, mas logo dez ou treze? Do mesmo artista, do mesmo disco? Das dez músicas que citei, sete são do disco duplo VIII y IX. Que vergonha!

Tem um comentário no YouTube que resume a indignação de muitos: "Por que o Gugu não divulgou essa banda cheia de garotas mexicanas lindas em vez de promover os 'viados' dos Menudos?" E eu respondi embaixo o óbvio: se o Gugu trouxesse Timbiriche ao Brasil, todos saberiam a origem dos sucessos de suas boy bands. Que graça teria? E de uma coisa eu concordo com o comentarista: Thalía, Bibi Gaytán e Edith chamariam muito mais atenção que Rafael e os demais. As fotos que eu postei no artigo anterior corroboram o que eu disse, elas eram muito lindas e hoje, com mais de quarenta anos, continuam lindas. E quanto aos rapazes, em especial Eduardo? Se a mulherada o descobrisse naquela época... Seria o fim de Polegar!

Próximo artigo falaremos um pouquinho mais sobre essa saudosa época.
Enquanto isso confira os videos abaixo:

Soy un desastre, original de "Ela não liga"

Si no es ahora, original de "A qualquer hora". (Observem como Thalía encantava o público)

Con todos menos conmigo, original do mesmo nome (Dominó)

Soy como soy, original de "Sou como sou".

Amame hasta con los dientes, original de "Dá pra mim".

Tu y yo somos uno mismo, original de "Ando falando sozinho". (Aqui Thalía com ursinhos de pelúcia grudados na roupa, bem antes de Lady Gaga!)

Essa música não teve "versão" em português (não que eu saiba), mas deixo como brinde apenas para vocês verem como Thalía ARREBENTAVA. Para vocês verem que ela é muito mais que "Maria do Bairro". Muito gata e talentosa...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Orgulho e Preconceito: defesa ou repúdio ao feminismo?

Não tinha essa cena no filme. . .
                                              
Caí de costas quando li uma resenha da obra "Orgulho e Preconceito" dizendo que nossa querida personagem Elizabeth Bennet era uma "proto-feminista". Sabe-se lá what a hell isso significa, ao menos tenho a impressão de que nossa Lizzie é uma espécie de feminista antes do seu tempo, visto que a primeira onda surgiu nos anos 30, e a história do livro se passa no século 19.

Bem, vamos lá. Sabendo nós o que realmente querem as feministas e a história do filme, vamos fazer as comparações.

"Uma mulher precisa de um homem assim como um peixe precisa de uma bicicleta", é o que rezam as feministas. Será que vemos isso no filme, no livro? Claro que não. A chata da Mrs. Bennet vive jogando as filhas pra cima de qualquer coisa que use calças compridas. Lydia e Kitty tem uma obsessão por militares fora do comum. E a própria Jane garantiu a Elizabeth: "Um dia você conhecerá alguém e então vai morder essa língua".

Foi só Elizabeth se interessar pelo Mr. Darcy que todas as suas teorias feministas caem por terra, isso se admitirmos que ela tinha esses ideais. Elizabeth faz todo o contrário do que as malucas pregam. Não só se apaixona por Darcy como literalmente empurra Jane para Mr. Bingley. Ela faz muito mais do que a própria mãe, por muitas páginas (e cenas) ela parecia a mais velha. Muito feminista!

Se há alguém que se parece com as feministas de hoje, essa só pode ser a Lydia! Fugindo de casa com um salafrário e fazendo um casamento às escusas (um "arremedo de casamento" como diz Lady Catherine). Lydia e Kitty encabeçariam com orgulho a "Marcha das Vadias" em Londres!

As feministas reclamam que naquela época as mulheres eram "muito oprimidas". Ah, claro, para quê estudar idioma moderno, canto, dança, costura, piano, aperfeiçoar sua mente com boa leitura (alguém fechou um livro não sei porquê); isso era muita opressão! Libertador mesmo é ser burra, mal falar o português, dançar funk, usar roupas rasgadas e não ler nem revistinhas da Turma da Mônica, né, feminzasis?

É por isso que muitos historiadores rebatem essa ideia de que a mulher "não podia fazer nada antigamente além de casar e parir filhos". Nada disso, o livro não mostra isso e o filme muito menos. As mulheres tinham seus deveres, mas tinham liberdade. No caso das Bennets, eram livres até demais. Esse é o ponto: as mulheres tinham seus deveres, mas isso não significa que elas viviam como as mulheres do Estado Islâmico! Na época retratada homens e mulheres tinham suas tarefas, cada um com seu cada um, e ninguém ficava reclamando que fazer x ou y era coisa mais chata. Eu não imaginaria Darcy e Bingley fazendo "Marcha dos Vadios" exigindo o "direito" de bordar lenços!

Por isso eu digo: qualquer mulher pode ser feminista até conhecer seu Darcy.

Já que estamos falando de livros, convido vocês a conhecem meu livro "Os Informatizados". Clique aqui para saber mais e façam boa leitura.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

O que Maze Runner nos ensina sobre...

Em vez de correrem logo...
                                           
Será que um filme de ficção científica pode nos ensinar alguma coisa? Bem, não é exatamente a função dele, mas se espremermos feito cana no engenho podemos tirar um bom caldo.

O que eu achei de interessante no filme "The Maze Runner" e veja se você concorda comigo:

  1. Inveja mata. Sim, esse ditado se mostrou veraz no filme. A inveja matou a Gally e Chuck foi vítima de sua inveja.
  2. Ficar rancoroso por alguém te ajudar é uma das piores coisas que um ser humano faz. Por três anos o povo ficou quebrando a cabeça com o labirinto; chega o "novato" que lhes mostra a solução em três dias, mas aquele que não mencionamos não enxerga esse fato.
  3. Obedecer cegamente regras acima do bom senso, da solidariedade e da compaixão é coisa de comunista\socialista. A Clareira era Argentina e Gally era a Cristina. Thomas é o Macri. O que custava dois ou três deles entrarem rapidamente no labirinto para ajudar Minho com Alby? "É contra as regras", foi tudo o que o neto de Hitler disse.
  4. Se não fosse o feminismo e sua calúnia de "A cada um segundo uma mulher é estuprada", Teresa não tacaria pedras nos rapazes. E de onde surgiu aquele facão? Estava com a maquiagem dela?
  5. A Clareira não contou com um professor de Português. Qual a parte do "Ela é a última" que eles não entenderam? A mensagem estava mais explícita em Inglês: "She is the last EVER".
  6. Minho e sua pérola: "As pessoas precisam de acreditar que têm esperança". Ouço muito isso vindo da parte de gente safada que engana as pessoas com promessas, sem a menor vontade de cumpri-las; afinal o que importa é que o povo acredite que uma hora a solução vem. Patético, se Minho fosse brasileiro com certeza se afiliaria a algum partido. Os filmes "Rango" e "O livro de Eli" não me deixam mentir.
  7. Se recusar a responder as perguntas ou fazer de conta que não ouviu não vai deixar a pessoa menos curiosa.
  8. Definitivamente Teresa não ia nos convencer com esse lance de telepatia. Sorry, girl!
  9. Talvez o autor do livro ou o diretor do filme não se aperceberam disso, mas a história bem que se encaixa como uma crítica às grandes empresas farmacêuticas que deveriam ajudar a população, mas que agem por interesses próprios. A C.R.U.E.L já tinha a cura, mas a doutora-chefe estava obcecada por MAIS testes. E teve a cara de pau de falar "Não esperava tantos sobreviventes", ou seja, ela pouco se lixou pros jovens que morreram. Uma vergonha!
  10. A doutora-chefe deveria ter uma gravadora eletrônica, tá louco!

quarta-feira, 11 de março de 2015

Crise da Água e o filme "A nova Cinderela".

Com a sociedade preocupada com a falta de água nessas últimas semanas, surge entre ela a necessidade de reaver seus conceitos de consumo e a conscientização da economia.


 

          Bem, pelo menos da parte da maioria, pois mal caiu umas chuvinhas e já se vê uma meia dúzia voltando a lavar a calçada com a mangueira e deixando-a aberta, enquanto a água vai rolando rua afora.

          Dentre tantas dicas dadas por especialistas para economizar está a sugestão de não lavar o carro, ou se vai lavar, que seja com um balde, de preferência balde com água usada.

          E para quem pensa que isso não seria o bastante para deixar seu carro limpo, há ainda a sugestão do lava a jato.

          Parece que a última sugestão foi a mais aceita pelo povo.

          Porque o que está surgindo de empresas "lava a jato" por aí, meu irmão. . . Não é brincadeira! Só no meu bairro já contei uns quatro. Há placas pelas ruas "Lava a jato, R$ 20,00", ou valores similares. Como dizem por aí, estes estão transformando a crise da água em oportunidade!

          E alguns espaços para lavagem de carros não passa da própria garagem do indivíduo. O dono simplesmente põe a placa anunciando seu serviço e pronto, lá vem os clientes com seus carros.

          Tudo isso me fez lembrar de um dos filmes favoritos de minha irmã, "A Nova Cinderela".A_nova_Cinderela3

          O filme, protagonizado por Hillary Duff, mostra uma garota com a mesma história da Cinderela, mas moderna. Em vez de um reinado distante, o ambiente é a Califórnia.

          O filme chama a atenção para o clima da região, que está em estiagem. Há uma cena em que Sam (Duff), quer desligar o sistema de irrigação da grama do jardim de casa, mas sua madrasta (a personificação da bruxa má) não concorda, e ainda arremata com a pérola "Seca é coisa de gente pobre"!

          E o príncipe encantado? Ele não é filho de um monarca, mas sim do dono da maior rede de Lava a Jato da região. Isso mesmo o que você leu, Lava a Jato! Uma REDE, não apenas um ponto. E o dono ainda se dá ao luxo de oferecer desconto para os jovens que farão certa universidade de lá (a mesma onde ele pensa que seu filho quer estudar).

          Viram só? Não teve como eu não fazer o paralelo. Por um momento eu me senti como se fosse morador da Califórnia, por causa da seca, hehehehe. Mas, quando faltou água um dia desses, acabou-se meus devaneios estadunidenses. E fica minha dúvida: como deve ser a vida de quem mora nas grandes cidades como Los Angeles?


          Ao menos o povo que teve a ideia do Lava a Jato se deu bem. Espero que tirem bom proveito!

 

          Para aqueles que ainda não conhecem meu livro "Os Informatizados", dê um clique aqui e faça uma boa leitura!