segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Diddy's Kong Quest - o mais difícil da série Donkey Kong?

INFÂNCIA RESUMIDA EM UMA IMAGEM

Continuando nos meus devaneios sobre o passado, resolvi destacar um dos jogos do Super Nintendo que costumava jogar em minha infância.

Diddy's Kong Quest é um jogo lançado pela empresa Rare para o console da Nintendo, na época sendo o SNES. Lançado em 1995, é uma sequência do primeiro jogo Donkey Kong Country, lançado no ano anterior. Seguindo o mesmo tipo de produção do seu antecessor (imagens pré-renderizadas em modelos 3D, ótimos gráficos, jogabilidade e trilha sonora), o jogo chegou a vender 5 milhões de cartuchos por todo o mundo. Outra novidade foi o destaque do personagem Diddy e a aparição da sua namorada, Dixie.

Comenta-se por aí que o jogo em questão seria o mais difícil da trilogia - em 1996 lançaram a terceira parte. Analisando o jogo em detalhes, acho que posso compreender por que alguns chegaram a essa conclusão:

Diferente da primeira parte, a segunda tem:


Fases no espinheiro que são dificílimas para passar. Nessa da foto você tem de passar com a ajuda de barris. Tem outra - que a gente nunca conseguia passar do início - em que você precisa do papagaio. E não pode encostar, senão, adiós!


Enquanto que na parte 1 você nadava em todas, aqui nem tanto. Pule na foca e ela refrescará a lava para você nadar. Mas não tarde tanto, com o tempo a água fresca se torna lava novamente!


E falando em não nadar, a fase "Toxic Waste", considerada a mais difícil de todas, tem esse detalhe: um mar de alguma coisa tóxica está SUBINDO pelo castelo e você tem de escalar o mais rápido possível sendo a cobrinha, o papagaio e depois a aranha. Mas a gente sempre morria ainda na primeira etapa da cobra! No desespero em ver o ácido subindo a gente perdia o controle, hehe. Essa fase sempre me fez lembrar do Coringa (próximo artigo?).


A fase anterior ao Chefe Final também era de arrancar os cabelos. Além de estarmos de novo em outro espinheiro, há uma espécie de corrida; e o objetivo da fase é chegar na frente desse corvo. Se ele chegar primeiro, você perde a corrida e uma vida. Mas como correr rápido quando o caminho de repente se estreita e você tem de ir com calma para não esbarrar nos espinhos?!


Mas nem tudo é dureza neste jogo: para descontrair temos a famosa fase da montanha russa. Morríamos pra dedél, mas valia a pena a diversão. Só depois de muitas mortes que fomos descobrir que a letra G estava em uma passagem secreta...


Outro diferencial foi a parte dos bônus. No jogo antecessor, os bônus não tinham missão e objetivos específicos. Na parte 2, a fase bônus tinha como objetivo coletar moedas para o acesso às fases secretas (75 no total). Com esse beneficio, os jogadores se sentiam na obrigação de cumprir com todos os desafios para "zerar" o jogo em 102%.


Além disso tudo ainda tínhamos de coletar as moedas DK (em casa chamávamos de DKazão). Em cada fase havia uma para pegar. Em algumas fases a moeda ficava em local óbvio, mas em outras (leia-se 75% das fases) só Jesus na causa. A moeda da foto acima, por exemplo: eu só fui saber de sua localização após ler um "detonado" na Internet!


O Chefão Final, K. Rool, foi projetado pelo Cão. Não tem como um ser humano normal projetar esse chefe que demora a ser derrotado! Perde-se as vezes em que você tem de acertá-lo com a bola de canhão que ele mesmo lança naquela carabina do Seu Madruga (essa não foi feita em Sorocaba). Sem falar que ele também fica deslizando pra lá e pra cá (fazendo caras e bocas parecendo essas gurias tirando selfie) e mais pra frente ele desaparece. 


Se você conseguiu passar em todas as fases, coletou todas as 75 moedas de bônus e as 40 DK Coins, PARABÉNS! Sinta-se """""privilegiado""""" de enfrentar o K. Rool. . . AGAIN! Calma, calma, não priemos cânico, o jogo promete que será a ultima vez. Após derrotá-lo - como, eu não sei - você poderá ver um final alternativo. Depois, junte folego e parta para a terceira parte - Dixie Double Trouble.

Gameplay do clássico:

E você? Também acha Diddy's Kong Quest o jogo mais difícil da trilogia? Comente!

domingo, 9 de setembro de 2018

Memórias Póstumas de José de Anchieta: Super Nintendo.

ME PERDIA COM TANTOS BOTÕES EM VEZ
DE UM SÓ...

Conforme mencionado em meu artigo anterior, após nos esbaldarmos com o Atari 2600, a minha família fez um upgrade trocando o videogame para a novidade do momento, o Super Nintendo de 16 bits.

Desta vez o Brasil não ficou tão para trás. Lançado ao final de 1990, o console chegou ao nosso país em 1993. E com o advento do Plano Real no ano seguinte, ficou mais fácil de comprá-lo por "apenas" R$ 100,00 mais ou menos (Em 1994, gastar R$ 100,00 com videogame era o suprassumo do luxo).

Não só o console em si agradou a garotada, mas os jogos que foram lançados nesta plataforma tiveram um êxito imensurável! Junto com o lançamento saiu o novo jogo do Mário, o Super Mário World, que se consolidou como marca registrada. Vendeu 20 milhões de cartuchos e é de longe o jogo mais vendido da Nintendo. Atrás dele vem Donkey Kong Country, com 9 milhões de vendas, e depois Mário Kart (8 milhões) e Street Fighter II (6,3 milhões).

Os gráficos e a jogabilidade enterraram os concorrentes, em especial a Atari (coitados...) que não tiveram chance. Sem dó nem piedade, a Nintendo lançou tempos depois o Game Boy, o mini-game com os mesmos jogos em versão simplificada.

Uma coisa interessante é que vários jogos foram lançados com a palavra "Super", seria isso um apelo para o nome do videogame ou mera coincidência?

O império do SNES durou até 1996, quando a Nintendo, antenada nas modernidades (e de olho nos concorrentes), lançou o Nintendo 64. Curiosamente no mesmo ano do Crash Bandicoot no Playstation (merece artigo futuro?).

E então, querem saber quais jogos passaram lá em casa?

1) INTERNATIONAL SUPER STAR SOCCER... DELUXE!!!!!

NOSSO MEME FAMILIAR
Videogames me ajudando no inglês: jamais saberia que futebol era "soccer" em inglês (o "football" é o conhecido "futebol americano", não sei de onde inventaram essa). Com esse jogo aposentaram aqui em casa o joguinho de botão (com o time de São Paulo pra mim). Mas, na minha tenra infância não entendia por que os nomes dos jogadores da seleção brasileira não estavam no jogo (Romário? Dunga? Bebeto? Taffarel? Zinho? Branco? Cafu? ONDE???) e no lugar deles, sobrenomes portugueses (FAIL!).

2) DIDDY'S KONG QUEST


Pausa para conter as emoções... Em próximo artigo falarei desta joia (sem acento mesmo, gente).

3) SUPER MARIO WORLD


Acharam que este ia ficar de fora? Se bem que quase nunca saíamos da primeira ilha... Na verdade o máximo que conseguimos avançar foi no quarto mundo e isso já no meu atual bairro, com a ajuda do primo dono do cartucho (ora, antigamente era assim, o jogo que você não tinha pegava emprestado com parentes ou alugava na locadora).

4) TOP GEAR


Esse era "nosso" (eu não tive participação na compra, só no usufruto). Só conseguimos "zerar" este jogo quando descobrimos pra que servia o tal "password". Antes já estava ficando chato e pior que o Enduro sempre começar o jogo nos EUA! Só não entendo por que fizeram umas pistas tão nojentas para representar o Brasil... Bem, o fato é que a gente literalmente dá a volta ao mundo neste jogo tão legal. A turnê se encerra na Inglaterra (ou Reino Unido, como preferirem).

Bem, leitores, fico por aqui. Mas não se preocupem, nesta semana ainda tem mais! Prometo não ficar mais tanto tempo longe da redação.

Em se tratando de jogos, sabia que você pode tirar um dinheirinho trabalhando com jogos digitais? Estou divulgando um curso online que te ensina como isso é possível. Para mais informações, clique neste link: http://batatajose.blogspot.com/2018/09/trabalhe-com-jogos-digitais.html

Fontes:
Wikipédia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Super_Nintendo_Entertainment_System
Minha memória
Minha família de alto e bom gosto pra diversão
E o Google mesmo...

Trabalhe com Jogos Digitais!


Pessoal, estou divulgando um curso online que ensina aos interessados a trabalhar vendendo jogos digitais. Se você gosta e entende de jogos, já pensou em ganhar dinheiro com seu hobby favorito? Este curso vai te ensinar noções de vendas no Mercado Livre. 

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sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Memórias Póstumas de José de Anchieta: Atari

Quem hoje joga videogame com esses últimos consoles ou nem isso - tablet e celular aos poucos fazem a substituição - mal imagina com que meios nós de décadas passadas tínhamos para nos divertir.

Observando como a tecnologia anda mais avançada e a garotada de hoje mais exigente com gráficos, efeitos, bits and bites e realismo virtual, chego a dar risada quando eu me lembro que em minha infância tínhamos em casa um Atari 2600

NÃO, A IMAGEM NÃO ESTÁ INCOMPLETA, É ASSIM
MESMO O VIDEOGAME!!
Não sei quanto aos meus irmãos, mas eu me achava morador da Praia da Costa (sem valões) ao "possuir" (it wasn't mine, nem sabia ligar direito) essa belezura. Mas, minha infância terminou de ser arruinada com uma simples pesquisa na Internet, me mostrando que o console foi lançado em 1977 nos Estates e em 1983 no Brasil! (R.I.P. infância). Como é que só fui ver essa bagaceira nos anos 90?

E caso vocês estejam se perguntando onde estão os botões A e B ou X ou Bolinha ou Quadrado, esqueçam! Os jogos eram tão simples que um botão já era o suficiente. Em alguns casos nem era usado (alguém usou o botão pra jogar Pac-Man?)

Atari continuou lançando novos modelos até os inícios dos anos 90, mas este aqui foi o campeão de vendas (talvez por isso ele apareceu em casa tão tarde) e popularidade. Lamentavelmente a empresa feneceu aos poucos com o advento da Mega System (a.k.a. Sonic), com as atualizações da Nintendo (a.k.a. Super Mário e Donkey Kong Country) e com a Sony também se metendo no mundo dos games (a.k.a. Playstation). Foi também questão de tempo para lá em casa descartarem o Atari pelo Super Nintendo - talvez isso renda futuro artigo.

Esse buraco no meio que vocês estão vendo era para colocar o cartucho. Só tínhamos um (parem de rir, o Brasil estava em crise!) e os demais vinham na memória. Querem ver o que eu costumava jogar?

1) Pac-Man
Em casa chamávamos de "Come-Come", pois a missão era essa mesma, ficar até 2050 comendo esses tracinhos e os fantasminhas que corriam atrás da gente após comer esses quadrados amarelos que ficavam nos quatro cantos da imagem. Quanto mais a gente avançava mais rápido os fantasmas ficavam, até chegar a um nível que era impossível! Ou seja, o objetivo não era chegar ao fim - se é que havia fim - e sim chegar à pontuação mais alta.

2) Enduro
O Top Gear dos anos 80, esse era o cartucho único que tínhamos. Mesma lógica dos demais jogos, sua missão era ficar em primeiro lugar na corrida, mas a corrida não tinha fim! O desafio mesmo era a pontuação. Só que aqui havia um porém: você perdia o jogo se ficasse muito pra trás. O diferencial era o ambiente: começava assim como na imagem, dia aberto com tudo verde. Depois o tempo ia mudando - tarde, pôr do sol, noite e madrugada com neblina! Depois vinha o amanhecer, e voltava ao dia normal. Em casa já considerávamos jogo ganho quando conseguíamos ficar até o dia seguinte, pois a parte da noite e da madrugada era difícil!
OU VOCÊ IA MAIS DEVAGAR E PERDIA POSIÇÕES
OU VOCÊ IA RÁPIDO E BATIA SEM CESSAR
NA TRASEIRA DOS CARROS.

3) Pelé's Soccer
PAREM DE RIR! Esse era nosso Winning Eleven Raiz. E sim, você não usou drogas e leu errado, era o nome do Pelé nesta obra prima - literalmente! Eu sempre levava um susto quando alguém marcava um gol e às vezes torcia pro jogo ficar no zero a zero - traumas da infância.

4) Frostbite
Calma que vou traduzir, esse jogo era interessante. O carinha tem que construir uma casa, conforme visto no canto direito da tela. Para levantar a casa ele tem de pisar nesses quadrados que você vê embaixo. Mas não é tão fácil. Você tem que se esquivar do urso que fica andando pra lá e para cá, senão ele te pega e você perde uma "vida". O azul na tela é o mar; ou seja, se você errar a mira do quadrado o carinha se afoga. Está vendo os pássaros? Não os deixe te pegarem, pois eles te empurram para fora do quadrado. A mesma coisa com essa ostra amarela. Já os peixes são do bem, eles te dão ponto extra. Você passa de "fase" quando consegue entrar na casa pronta se esquivando do urso. Só que a cada fase, os quadrados se movem mais rápido; ou há menos quadrados, exigindo melhor mira de sua parte; ou há mais bichos; ou o urso fica mais rápido. Mais uma vez, o jogo não tinha fim, o objetivo era pontuação.

5) Defender
Guerra nas Estrelas? Talvez. Assim como Asteroids, Defender era um jogo de batalha espacial. Neste caso o objetivo do jogo era defender a cidade de uma invasão alienígena. Só que nunca entendi por que em determinada parte do jogo a cidade aparecia em ruínas - tipo, falhamos na missão, os alienígenas destruíram a cidade, mas o jogo continua? Acho que você entendeu...

6) Tennis
Somente jogos de esporte tinham começo, meio e fim, e talvez por isso esse de tênis e o de futebol eram os mais jogados lá em casa. Sem grandes pretensões o jogo era assim mesmo. Na época não entendia por que os pontos eram de quinze em quinze, achava que tinha de ser igual futebol. Como era inocente...

Leitores, ainda falta um jogo, mas não me lembro o nome e não consegui encontrá-lo de forma alguma em minhas pesquisas, por isso fico por aqui. Até a próxima!

Se recordar é viver, então viverei eternamente!

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Memórias Póstumas de José de Anchieta - "Os Inseptos do Chaves"

ASSISTIR A ESSE EPISÓDIO DURANTE A
GREVE DOS CAMINHONEIROS NÃO DEVE
TER SIDO MUITO ENCORAJADOR...

     Uma das minhas tarefas árduas como criança era assistir Chaves e Chapolin, que naquela época já fazia parte do SBT como Venon e Ed Brook. Mal eu percebia, no entanto, o privilégio que tinha em escutar o programa na venerada dublagem clássica e pioneira da MAGA, dublagem feita quando a emissora ainda se chamava TVS (A TVS mudou de nome pra SBT em 1988).
     E eu também mal desconfiava que boa parte dos episódios que eu assistia estavam com os dias contados! Muito se discute na Internet sobre os ditos Episódios Perdidos, episódios de Chaves e Chapolin que foram retirados do ar nos anos 90 e que passaram mais de 10 anos - em alguns casos, 20 anos - fora do ar.
     O episódio que quero destrinchar pertence à segunda classe. Vinte anos fora do ar, mofando nos arquivos da emissora, voltando ao ar somente em 2012. E ainda de brinde, uma lenda que pode explicar o motivo do sumiço deste episódio em particular.
     Mas não se confunda, caro leitor. Antes que me taque pedras "Mas Batata, eu me lembro de ter visto esse episódio dos 'inseptos' nos anos 2000", entenda a diferença. Não estou falando do episódio "Na Ponta dos Pés", onde o Chaves esmaga o pé de todos na vila com um ferro de passar. Aquele episódio também fala de insetos com gasolina, mas é só parte da história. O episódio da imagem acima fala exclusivamente dos insetos e tem um final diferente.
     A principal diferença entre esses episódios é a presença do Quico. Quando gravaram "Na Ponta dos Pés", Quico não estava mais no seriado. O Nhonho aparece em seu lugar - é ele quem bebe a garrafa de gasolina. Mas no episódio dos Insetos, Quico está em seu lugar original, e é ele quem bebe a gasolina.

QUICO NA HISTÓRIA ORIGINAL DOS INSEPTOS,
E NÃO O NHONHO.
     Temos também um diferencial: A ABENÇOADA DUBLAGEM DA MAGA, GRAVADA NOS ESTÚDIOS DA TVS! Como o episódio dos Inseptos foi o 21º a ser exibido, a dublagem ainda era precária, como se estivesse em fase de testes. Há um eco no áudio e nas vozes dos dubladores (eco característico em todas as dublagens das antigas), a trilha sonora é da Televisa, os dubladores do Chaves e do Quico pareciam que ingeriram gás hélio; o do Seu Madruga e da Dª Florinda por outro lado pareciam intoxicados de Red Bull. Não havia padronização nos nomes dos personagens e em seus bordões. Neste episódio o Seu Madruga chama a Dª Clotilde de "Dona Clô", quando ela desmaia após comer os insetos; e a Chiquinha (a dubladora) por sua vez chora "A-B-C-D-E-F-G" em vez do mais conhecido "Ué, ué, ué".

ESTE PARECE SER O EPISÓDIO EM QUE
A CHIQUINHA MAIS CHORA.
     Cena épica quando o Seu Madruga - again - é acusado por Quico e a Velha Carcomida Dª Florinda o esbofeteia:

MADRUGA: Esta bofetada foi pelo beliscão que eu dei no Quico, não?
FLORINDA: Sim, senhor!
MADRUGA: Dê-me outra! (Sim, antigamente o brasileiro se importava mais com o português)
FLORINDA: O senhor quer outra bofetada?
MADRUGA: Sim!
FLORINDA: Com muuuuito prazer (excesso de Red Bull dá nisso)
Dª Florinda dá outro tapa em Seu Madruga e ele, em seguida, dá outro beliscão no Quico.
FLORINDA: M-m-mas o senhor não...
MADRUGA: Bem, agora estamos quites, não? Pra dentro, Quico, e não se misture com essa gentalha!

     Admita que você leu o trecho acima imaginando as vozes dos dubladores! Como diz Engenheiros, acontece a qualquer um.

     Agora a cena que lançou uma teoria sobre o cancelamento deste episódio está mais pro final. Seu Madruga está em casa tentando passar roupa e pede ao Chaves que "experimente" o ferro. O verbo fez Chaves experimentar o pirulito que a Chiquinha chupava - e ela chora again. Depois ela explica "mandei experimentar o ferro", então o jenial Chaves faz isso:

CHAVES EXPERIMENTA O FERRO QUENTE COM
A LÍNGUA, ATÉ SE OUVE O BARULHINHO DE
QUEIMADO!!
     Com isso vem a teoria de que o povo do Politicamente Correto condenou a cena acima por ser inapropriada às criancinhas, que poderiam tentar imitar com o ferro de suas mães. No YouTube alguns afirmaram que houve sim, casos de crianças em São Paulo que foram parar no hospital com a língua queimada; e essas mães, em vez de passarem o mesmo ferro na poupança de seus filhos para largarem de ser retardados, escreveram cartinhas à TVS\SBT exigindo a retirada do episódio no ar.
     Mas, de qualquer maneira, quando as filhas Abravanel mandaram anunciar que iam reexibir os Episódios Perdidos em 2012, o episódio dos Inseptos estava entre eles. Agora podemos assisti-lo em HD no YouTube quantas vezes nos der na telha (caindo por terra a explicação furada do SBT de que esses episódios se deterioraram com o tempo ou que se perderam na famosa enchente de 1992).
     Não posso deixar de mencionar a lendária explosão na casa do Seu Madruga quando ele bebe inadvertidamente a garrafa de gasolina e acende um charuto trago pela Bruxa do 71 Dª Clotilde. Após a explosão todos ficaram com os chapéus trocados e a Chiquinha com os óculos quebrados!


     Se recordar é viver, então eu viverei eternamente!


Fontes:
Minha memória
YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=QV3NYENmbEk
Google
Boatos do YouTube
Fórum Chaves: http://forumchaves.com.br/portal/

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Memórias Póstumas de José de Anchieta: V

Amado pelo público, detonado pela crítica.

"Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado
Hoje eu quero fazer tudo por você"

Se você estava vivo na melhor época do Rock Nacional, com certeza sabe do que vou falar só de ler o título deste post e os versos acima. Só eu não lembro direito como esses versos grudaram em meu cérebro e não os de Vento no Litoral...

"V" foi o quinto (KKKKK) álbum de estúdio da banda de Brasília Legião Urbana, lançada em 1991. Como era costume da época, 90% do disco foi tocado exaustivamente nas rádios - diferente de hoje onde os artistas gravam CD com 18 músicas mas só destacam uma.

Mas o disco foi lançado em uma época conturbada da banda. Renato Russo descobrira no ano anterior que estava infectado com o vírus HIV e passou a exagerar na bebida. Não foi gravado nenhum videoclipe para os sucessos e a turnê deste disco foi curtíssima.

Uma coisa boa no meio desse turbilhão de emoções foi a gravação do Acústico MTV em janeiro de 1992. Todo mundo sabe do que eu falo. A MTV passou a usar esta produção como forma de promover o disco, devido à ausência de videoclipes originais.

O disco V só vendeu 465.000 cópias e é considerado um dos discos que menos vendeu! Isso porque Legião era tão requisitado que seus discos vendiam milhões. Mas, para os padrões de hoje, o disco seria certificado não Ouro, nem Platina, nem Diamante, seria Jóias do Infinito.

Vamos às curiosidades:

  • Assim como Engenheiros, Legião também tem suas citações: no caso temos Thomas Mann em "A Montanha Mágica", que é título de um de seus livros.
  • Dizem por aí que não foi só do álcool que Renato andou abusando por causa da mesma "A Montanha Mágica", nos versos "Minha papoula da Índia\ Minha flor da Tailândia". 
  • "L'âge d'Or" significa " A Idade de Ouro" em francês e é nome de um filme de 1930. Sim, minha gente, naquela saudosa época curtíamos Rock com o coração e com o CÉREBRO.
  • Aliás, nossos cérebros são estimulados ao máximo logo na primeira música! "Love Song", apesar do título em inglês, tem a letra toda trabalhada no português arcaico da era medieval! Só pros fortes, só pros fortes...
  • Dizem por aí que os fãs de "Game of Thrones" e "Vikings" tem a este disco como o predileto.
  • A excelente "Metal Contra as Nuvens" só não foi tocada nas rádios por causa de sua extensão. É a música mais comprida de todo o repertório da banda.
  • Muito se discute se a causa da "baixa" vendagem do disco foi devido ao caos econômico em que o Brasil se encontrava no início dos anos 90 até o Pres. Collor ser deposto. Tanto que a música "Teatro dos Vampiros" reflete essa realidade: "Vamos sair\ Mas não temos mais dinheiro\ Meus amigos todos estão\ Procurando emprego". Naquela época não existia Catho nem Infojobs.
  • "Vento no Litoral" é de longe a preferida do público e muitos morrem de raiva por ela não ter videoclipe na época em que a MTV estava bombando no Brasil (não exatamente onde eu moro). No entanto a geração Nutella pensa que o clássica é da Cássia Eller (FAIL!)
  • A última música "Come Share My Life" (Venha compartilhar minha vida) é uma música do folclore americano.
Resumindo: se algum moleque da Geração Leite-com-pera te disser que não gosta de Legião, você já sabe qual é o Q.I. dele.

Fontes:
Google
Wikipédia
Minha família com alto gosto musical
Rádio Transamérica
Meu cérebro.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Memórias Póstumas de José de Anchieta: O Papa É Pop

Música de qualidade...

Iniciando nova seção (é assim mesmo que se escreve) em meu blog, onde pretendo comentar sobre o que me marcou em minha infância. José de Anchieta foi uns dos bairros onde morei.

Quando eu menciono minha idade alguns logo pensam que eu curtia "Balão Mágico" ou "Trem da Alegria". LEDO ENGANO! Apesar de eu, sim, souber da existência desses grupos infantis, eu não era tão animado a ponto de sequer gravar os nomes das músicas deles. As músicas que mais fizeram parte da minha infância foram Rock Nacional. Talvez por eu fazer parte de uma família de ótimo gosto musical... Não que os grupos infantis fossem uma porcaria.

A lembrança mais antiga que eu tenho de José de Anchieta foi o disco da banda gaúcha Engenheiros do Hawaii "O Papa É Pop", lançado em 1990, mais precisamente da música mais famosa "Era um garoto que como eu, amava os Beatles e os Rolling Stones". Alguém perto do local onde se fazia\faz a feira (precisamente onde é o Supermercado Tesch) escutava essa música bem alta, e um dos meus irmãos começou a acompanhar no canto. Essa foi a primeira vez que eu ouvi falar da banda.

Anos se passaram e eu fui conhecendo mais e mais músicas dos Engenheiros. Tivemos fitas e CDs - eu já comentei sobre "Filmes de Guerra, Canções de Amor" neste artigo. Já nos anos 2000 compraram o CD e conheci o disco por inteiro.

E agora, vamos às curiosidades!

  • Considerado o álbum mais vendido da banda, com cerca de 400 mil cópias somente nos primeiros anos.
  • Tops of the Pop = "Era um garoto que como eu, amava os Beatles e os Rolling Stones", "O Papa é Pop", "Pra ser sincero" e "O Exército de um homem só I" - tem a parte II, que é curtinha.
  • Nas apresentações ao vivo a banda costumava emendar as duas partes em uma só música.
  • Outras músicas que são conhecidas = "Olhos iguais aos seus", "A violência travestida faz seu trottoir" e "Perfeita Simetria".
  • "Perfeita Simetria" por muito tempo foi chamada de "O Papa é Pop II" porque a melodia é idêntica, mas a letra é outra.
  • A foto do Papa João Paulo II tomando chimarrão na capa não é montagem nem Photoshop, é real, foi durante sua visita em Porto Alegre.
  • Sim, o Papa levou sim um tiro à queima-roupa, um turco maluco tentou matá-lo em 1981.
  • O Título "O Exército de um homem só" foi retirado do livro de Moacyr Scliar.
  • Na música "Anoiteceu em Porto Alegre" temos o trecho "Atrás do muro existe um rio\ que na verdade nunca existiu" é uma referência ao Rio Guaíba, que na verdade é um lago, mas por toda a vida foi chamada pelos gaúchos de "Rio". Assim como Rio de Janeiro, o "rio" é na verdade uma baía. FAIL!
Deixo vocês com alguns vídeos para relembrar o passado. É o jeito, com as porcarias "musicais" que tentam nos empurrar hoje em dia...


Era Um Garoto Que Como Eu Amava Os Beatles E Os Rolling Stones


O Papa é Pop

O Exército de um Homem Só I


Pra Ser Sincero (Não teve videoclipe estilo MTV)



Olhos Iguais aos Seus e Perfeita Simetria (No extinto Programa Livre)