quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Conheça Timbiriche: a banda de rock da Thalia.

Thalía em 1988 com sua banda de rock Timbiriche
Atrás dela: Diego, Alix, Erik, Eduardo, Edith e Paulina.

Muitos (e talvez você esteja no meio) ainda não sabem, mas a cantora mexicana Thalía não só se destacou como atriz de telenovelas, mas também é conhecidíssima por ter feito parte de uma banda de pop-rock. Na verdade foi justamente essa banda chamada Timbiriche que lançou Thalía ao mundo musical.

Outro fato mais desconhecido do que o primeiro é que essa banda Timbiriche fez moderado sucesso no Brasil nos anos 80 e teve maioria dos sucessos copiados pelos grupos Dominó e Polegar. Esse trecho vou deixar em próximo artigo.

Vamos à história: Aos finais dos anos 70 e inícios dos anos 80 havia um grupo infantil espanhol fazendo sucesso na América Latina chamado Parchis. O México teve a brilhante ideia de fazer a sua versão e "selecionou" algumas crianças para formar o grupo Timbiriche. Para quem não sabe a palavra é o nome daquele joguinho de ligar vários pontinhos. Em Cuba a palavra também significa "quiosque".

Escrevi "selecionou" com aspas porque a maioria dos integrantes eram filhos de famosos da Televisa. Assim iniciou Timbiriche com dois meninos, Diego (filho de Martha Zavaleta, criadora da banda), Benny (filho de Julissa, produtora e atriz da Televisa) e quatro meninas: Sasha, Mariana (filha de Ana Garza, atriz de novelas), Alix e Paulina Rubio (filha de Susana Dosamantes - who?).

O grupo infantil lançou o primeiro disco em 1982 - e logo se viu obrigado a gravar outro disco no mesmo ano por causa do sucesso estrondoso. Todo mundo achava fofo aquelas crianças de uniforme de viajantes espaciais entre 10-12 anos cantando músicas infantis. Inclusive a música "Amigos do Peito" é deles, e não do Balão Mágico. Em 1983 lançam o primeiro disco ao vivo cantando praticamente todas as canções dos dois álbuns em pot-pourri mais faixas inéditas. Em 1984 lançam o quarto disco com mais um menino, o novato (?) Erik.

Quando Thalía entra em cena

Ainda em 1984 a produtora Julissa teve a ideia de realizar uma obra teatral baseada no filme "Grease - nos tempos da brilhantina". No México o nome do filme é "Vaselina" e assim ficou o nome da peça: "Vaselina con Timbiriche". Os fãs da banda arrastaram seus pais para assistir à peça. Como a história conta com um bom número de personagens, foram feitas audições com centenas de pré-adolescentes para selecionar coadjuvantes (só os sete não dava).

E é nessa seleção que entra não só Thalía, mas mais dois jovens que mais tarde fariam parte da banda: Eduardo Capetillo e Edith Marquez. Falaremos deles depois. O curioso é que essa obra teatral lançou inúmeros talentos que quando adultos se tornaram famosos assim como Thalía.

Mas a sorte estava mesmo com Thalía, pois de início ela foi selecionada para ser uma das dançarinas de pouco interesse; mas aos poucos o jogo foi virando e ela acabou ficando com o papel principal; ela foi selecionada para revezar na ausência de Sasha o papel de Sandy Dee, da Olivia Newton-John! Seria esse fato um sinal?

A era de ouro do grupo

Em 1985 a banda lança o sexto disco, onde eles com idade entre 13-15 anos deixam para trás as características infantis e investem no rock. É o disco onde começam a sair os sucessos #1 (e é de onde surgiram as "versões" brasileiras).

É também o último disco com a formação original. Benny se mudou para os Estados Unidos pouco depois do disco ser lançado. Sasha estava com projeto de ser solista. A notícia da saída dos dois deixou os fãs preocupados, pois eles eram o casal preferido. Os produtores procuraram substitutos, e quem você pensa que foram chamados? Para substituir Benny, o já mencionado Eduardo; e no caso de Sasha, chamaram novamente Thalía!

Durante a transição Eduardo e Thalía eram apenas suplentes que tampavam o buraco na ausência dos originais. Quando a apresentação era com playback, os coitados mexiam os lábios mas o público ouvia as vozes de Benny e/ou Sasha (Patético!).

A banda com a formação de 1987: Eduardo em cima
Erik em baixo, depois Thalía, Paulina e Diego;
mais em baixo: Mariana e Alix
Em 1986 Sasha parte em definitivo e Thalía é "promovida" de suplente à integrante. Em 1987 o grupo lança o sétimo disco. Coincidência ou não, é justamente com a presença de Eduardo e Thalía que a banca alavanca de verdade. Até hoje os fãs discutem se foi a presença, a voz, o carisma e o talento de Thalía que ajudou o se foi só "coincidência". O disco "VII" vendeu seis milhões de cópias, sendo o sexto disco mais vendido de toda a história mexicana. Apesar do grande sucesso outra integrante, dessa vez Mariana, decide sair da banda com o desejo de ser atriz de novelas.

Em 1988 o grupo lançou o disco "VIII y IX", um disco duplo contendo 21 músicas inéditas no total. Eles novamente mudaram o visual: de pré-adolescentes a roqueiros rebeldes, visto que o movimento "Rock en tu Idioma" estava em pleno apogeu na América Latina. O disco vendeu num total de quatro milhões de cópias e rendeu onze singles. Nessa época duas novas integrantes entram na banda: a melhor voz Edith Marquez e a sensual Bibi Gaytán. Os críticos rasgavam elogios e consideravam a banda no auge da fama.


Timbiriche em 1989: PAULINA jogando seu cabelo
de propósito na cara de EDITH, depois THALIA no
meio como a líder que era; EDUARDO coladinho
na sua futura esposa, BIBI.

Decadência e fim do grupo.

Apesar do glamour, a convivência entre os membros era difícil e conflituosa. Acabou-se a inocência da infância. Os amigos começaram a disputar por popularidade. Como cada integrante tinha sua música solo, era uma briga para decidir quem ia cantar nos programas de auditório tipo "Domingo Legal", pois era quase impossível os sete participar. Edith foi a mais prejudicada. Paulina era acusada de causar intrigas e sabotar Thalía e Edith. (A rivalidade entre Thalía e Paulina renderá futuro artigo). Conflitos amorosos e fofocas de traição vindo da mídia causavam desgastes emocionais.

Enfim, a bomba estourou em 1989, com Thalía e Eduardo anunciando suas desistências da bagunça que se tornou a banda. E, novamente, coincidências das coincidências, sem os dois, a banda entrou em decadência! Os produtores arranjaram mais dois substitutos e tentaram prosseguir nos anos 90, mas não era a mesma coisa. Os fãs preferiram acompanhar a trajetória solo dos que saiam. Outros membros antigos como Paulina, Erik e Edith também saíram, resultando num confuso troca-troca de integrantes. Então, em 1994, com apenas Diego como único veterano (todos os demais tinham rachado fora), a "falência" foi decretada.

 Vamos ver em detalhes os integrantes da era de ouro, antes e depois:

 Thalia, "La Líder". 

Eduardo Capetillo, o líder dos rapazes, "El galán de las chicas". Ele e Thalía carregaram a banda nas costas, tornando-a febre juvenil.

 Bibi Gaytán, "La Sexy" da banda, agora casada com Eduardo e mãe de cinco filhos.

 Diego Schoening, o último dos moicanos, o único membro original a ficar até o fim. Ele foi o primeiro namorado de Thalía. 


 Erik Rubín, "El Champi". 

 Mariana Garza, "La Actriz".

 Alix Bauer, "La Bella Judia". 

 Edith Marquez, "La Mejor Voz". 

Eu já estava encerrando o artigo quando me lembrei de postar as fotos "dela"!
 Paulina Rubio, "La Chica Dorada". Seus problemas pessoais a deixaram assim. 

Se vê que o tempo foi generoso com todo mundo, menos com a última. Todos estão entre 44 a 46 anos.

Cada um prosseguiu em carreira solo. Como bem sabemos, Thalía foi a que mais se destacou até hoje: gravou a Trilogia das Marias (o seu par romântico de "Marimar" é Eduardo, os dois juntos novamente) e agora segue como cantora. A doida da Paulina segue em segundo lugar, sempre causando problemas com drogas e imoralidades que a deixaram assim. Eduardo e Bibi se casaram e ele seguiu como galã de novelas, enquanto Bibi se retirou do meio artístico para cuidar do lar. Alix também se retirou dos holofotes. Mariana segue como atriz de novelas e teatro. Sasha, Benny e Erik seguem como cantores e desde 2014 os três saem juntos em turnê América Latina afora. Diego segue como condutor do programa "Un Nuevo Día" do canal Telemundo.

No próximo artigo vamos descobrir quais as músicas de Timbiriche que tiveram versões brasileiras de Polegar e Dominó. Até a próxima.

Fontes: estão nos links.
Fonte das imagens: Google.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Era uma vez em Cariacica.

Big Field, Cariacica.

Em busca de uma vaga para professor a SEDU me obrigou a ir a Cariacica, especificamente na Rua Carlos Rogério de Jesus Gomes, Santa Fé, no auditório da EEEFM Hunney Piovesan.

Depois de meses morando em Guarapari, me senti um estrangeiro - passageiro de algum trem - andando por bandas desconhecidas. Tive o desprazer de descobrir que a passagem do Planeta subira de R$ 5,70 para R$ 6,25, e eles não dão desconto para quem desce em Cariacica = FAIL.

Para quem perambula por Iguape ou Rio Claro, Campo Grande parecia Midtown, Chelsea ou East Village. Tirando a parte dos panfletos: mal pisei na Expedito Garcia e recebi uns três a cada cinco passos (um pouco de exagero mas é fato que voltei para casa com os bolsos cheios de propaganda).
Será que Serena e Blair recebem panfletos no Upper West Side?
Serena Van Der Woodsen e Blair Waldorf andando na Av. Expedito Garcia? 

A Praça José Maria Ferreira estava cheia de velhinhos simpáticos em pé em volta de dois que estavam sentados. Jogando xadrez, damas? Não sei, não deu para saber. O que eu sei é que várias lojas estavam com o aviso colado na vitrine: "Não estamos aceitando o cartão Avista".

O cruzamento do Cão da Rua José Vieira Gomes continua level hard desde os tempos da costelaria. Quase que viro testemunha de um acidente. Os carros viram com tudo (é uma curva bem fechada) e logo depois da curva a rua se divide numa trifurcação.

Ao atravessar a Avenida Leopoldina, não pude deixar de ter visões de "De Volta para o Futuro 3". E imaginei se um dia teríamos o trem de passageiros de volta. Que droga, por que aqui não é igual a Londres?

Subindo a ladeira da Estrela Matutina, eu, a portuguese teacher, encontro uma placa de rua escrita "matOtina". Fizeram isso de propósito para me trollar? E a antiga costelaria virou um prédio de quatro andares. No térreo estava funcionado uma loja de bolos. Quase entrei para comprar um mas a verba era pouca, he he.

Chegando finalmente ao endereço, todo suado e de guarda-chuva (em Guarapari ameaçava chover, mas em Far Far Away Land não havia uma nuvem no céu), me deparo com um punhado de professores a esperar a sorte. Pensei: "Beleza, vai sobrar vagas!". O auditório era de ar condicionado e enquanto esperávamos passaram o filme "V de Vingança". Emocionante o final com o clássico de Tchaikovsky.

Mas triste mesmo foi saber que a SEDU só chamou 08 professores DT e deixou um monte de mestres mais gabaritados do que eu de fora. A "Pátria Educadora" está deixando um monte de profissionais sem emprego!

Pelo menos Cariacica continua a mesma...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Vamos a la Argentina?

Ainda bem que a Argentina continua assim...

Nunca mais faremos piadas de Argentinos! Eles é que estão rindo da cara do Brasil, com a nossa economia em frangalhos, com milhares de desempregados, com tanta coisa errada acontecendo e com pessoas que prometeram soluções persistirem no erro.

Em pouco mais de um mês o novo presidente Maurício Macri está tentando arrumar a bagunça que a outra de sobrenome impronunciável deixou. É claro que os fanáticos seguidores do antigo governo se molestaram com o fim da mamata, mas quem tem os pés no chão sente na pele as mudanças e agradece.

Inúmeros brasileiros que moram lá registram empolgados no Facebook as novidades. Os jornais estão eufóricos; quase todo dia que eu entro em algum portal jornalistico tem notícia da Argentina como destaque. O novo presidente:

  1. Mandou eliminar as barreiras alfandegárias, para estimular o comércio exterior. 
  2. Mandou reduzir impostos concernente à Indústria, Agricultura e Pecuária para gerar mais emprego e renda. Carros Audi já custam metade do preço lá.
  3. Está permitindo a entrada de capitais estrangeiros, o que estimula ainda mais as importações.
  4. Mais de 40 multinacionais planejam retornar a fazer negócios no país, resultando em mais empregos e renda.
  5. Aboliu o imposto de renda para salários de até 30 mil pesos e está reduzindo o peso nas costas da classe média.
  6. Chutou uma cacetada de funcionários públicos estilo "Senhora Volte Aqui" contratados à base de Q.I. Agora lá SÓ ENTRA QUEM PRESTOU CONCURSO PÚBLICO.
  7. Está fazendo uma faxina nos gastos públicos, cortando o desnecessário, vendeu os carros presidenciais e está utilizando e custeando seu automóvel pessoal.
  8. Decretou o fim da censura e da exagerada burocracia que controlava os meios de comunicação.
  9. Deu fim à versão Argentina da Lei Rounaet, que "financiava" artistas para falarem bem do governo anterior. Agora esses cantores terão de ganhar dinheiro pela vendas de discos e shows, como qualquer outro.
  10. Está reabrindo processos arquivados pelo governo Kirchner, como no caso da morte do promotor argentino que o denunciava
Fazendo as malas e partindo para a Argentina, hehehe.

sábado, 23 de janeiro de 2016

Destrinchado: Você está apaixonado, Charlie Brown

Feliz em saber que lançaram dia 14 deste mês mais um longa sobre Charlie Brown e cia, mas esse promete devido à alta tecnologia 3D. Vamos ver se agrada.

Enquanto isso, fiquemos com os eternos desenhos animados dos anos 60-90 que passaram em exaustão até a fita pocar no SBT com a clássica dublagem MAGA (dublado nos estúdios da TVS); depois na Globo com uma dublagem HORROROSA e depois na Nickelodeon com outra dublagem mais aceitável aos nossos ouvidos. Apesar dos dois canais abertos intitularem o desenho como Snoopy, a atração principal é o seu dono.

Você está apaixonado, Charlie Brown
Clássica entrada
Você está apaixonado, Charlie Brown foi o quarto desenho a ser produzido em 1967 por Charles M. Schulz (In memorian). Sempre suspeitei de que se tratava de um dos primeiros, (Os anteriores são"O Natal de Charlie Brown", "Todas as estrelas de Charlie Brown" e "A grande abóbora") e acertei, devido às características abaixo:


  • Traçados dos personagens ainda bem simples e rudimentares.
  • Falta de interesse em detalhar os cômodos das casas.
  • O focinho do Snoopy é maior.
  • Forte influência da praga do feminismo retratada em Lucy.
Bem, eu apenas tirei a pele, agora vamos destrinchar e desossar esse clássico.

  1. Não dava para Charlie desconfiar pelo cheiro que o café da manhã não era para ele?
  2. Primeiro FAIL na escola com a cartinha de amor secreta para a menininha ruiva que se tornou mais pública que BBB = HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA!
  3. Linus e Sally estavam em um escorregador ou num tobogã do Wet 'n' Wild?
  4. Segregação e feminismo em uma cena = Lucy e as meninas expulsando Snoopy do parquinho.
  5. "Charlie Brown, você fez um nó em seu sanduíche".
  6. Quando eu fazia a pré em José de Anchieta tínhamos um apontador comunitário.
  7. Só não tinha o talento de apontar a caneta.
  8. Quem fica falando "inglês é mais fácil que português porque não tem gramática", queima a língua  nessa cena. Aliás, aprender todas as regras de soletrar é obrigação de todo e qualquer aluno nos States, pena que não é assim no Brasil.
  9. Estou de boas esperando que LUCY e VIOLETA me respondam por que chove tanto no Oregon?
  10. Substitua "O Charlie Brown está apaixonado" por "O Charlie Brown gosta de Paulina Rubio" e as gargalhadas serão as mesmas ou mais intensas.
  11. "Nessas horas que a gente precisa do apoio de seu cão fiel e leal" = FAIL!
  12. Sally em seu discurso de formatura (há formatura do Jardim de Infância nos States?) pensa em falar sobre o "fracasso da geração atual em assumir responsabilidades". OUCH! Um tiro certeiro, quem estava vivo em 67 sabe do que eu falo.
  13. O clássico consultório médico tinha em sua recepção revistas especializadas de 1930!
  14. Schroeder é um exemplo exímio de como um homem deve despachar uma qualquer que não acrescenta em nada na sua vida.
  15. "Provavelmente nunca vou me casar". EXATAMENTE! O destino de toda feminista histérica foi resumido nessa frase.
  16. Mais críticas ao feminismo dos anos 60: "O QUE QUE VOCÊ QUER?!"
  17. "Minha tia Marian estava certa". Provavelmente essa tia da Lucy é feia, gorda e encalhada. Vai, tonta, vai seguir o conselho da tia, por isso que nunca fisga o Schroeder.
  18. Patty Pimentinha apareceu brevemente no desenho só para embaralhar tudo mais.
  19. Charlie Brown acordou bem cedo, antes do sol nascer, e mesmo assim perdeu o ônibus!!
  20. A grade da escola não parecia tão alta, e que ser vivo desce de cabeça para baixo?
  21. Aquele momento em que você quer ser invisível, mas não consegue.
  22. "Por que você chegou atrasado, Charlie Brown?"
  23. Cedo na vida Charlie Brown aprendeu a arte da adulação. Ele teria um bom futuro no Brasil.
  24. E o prêmio de EPIC MEGA FAIL vai para a aula de Aritmética: "Sim, professora? O que eu estou fazendo? - olha o quadro negro - "Eu não faço a menor ideia" =  HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA!
  25. EPIC MEGA FAIL
  26. Na hora da criançada ir embora para casa, crianças que vão a pé como Linus sobem no ônibus escolar (e três vezes).
  27. Bem, depois de tanta desgraça, um bilhete da menininha ruiva aparece (não se sabe que método sobrenatural ela fez) na mão do nosso coitado, dizendo que ela gosta dele. É, só para termos um final feliz.
E então, leitores, esse destrinchado rendeu, ein? Que banquete? Comentem abaixo se eu esqueci de algum pedaço!

"A felicidade é um cobertor quentinho". Van Pelt, Linus.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Orgulho e Preconceito: defesa ou repúdio ao feminismo?

Não tinha essa cena no filme. . .
                                              
Caí de costas quando li uma resenha da obra "Orgulho e Preconceito" dizendo que nossa querida personagem Elizabeth Bennet era uma "proto-feminista". Sabe-se lá what a hell isso significa, ao menos tenho a impressão de que nossa Lizzie é uma espécie de feminista antes do seu tempo, visto que a primeira onda surgiu nos anos 30, e a história do livro se passa no século 19.

Bem, vamos lá. Sabendo nós o que realmente querem as feministas e a história do filme, vamos fazer as comparações.

"Uma mulher precisa de um homem assim como um peixe precisa de uma bicicleta", é o que rezam as feministas. Será que vemos isso no filme, no livro? Claro que não. A chata da Mrs. Bennet vive jogando as filhas pra cima de qualquer coisa que use calças compridas. Lydia e Kitty tem uma obsessão por militares fora do comum. E a própria Jane garantiu a Elizabeth: "Um dia você conhecerá alguém e então vai morder essa língua".

Foi só Elizabeth se interessar pelo Mr. Darcy que todas as suas teorias feministas caem por terra, isso se admitirmos que ela tinha esses ideais. Elizabeth faz todo o contrário do que as malucas pregam. Não só se apaixona por Darcy como literalmente empurra Jane para Mr. Bingley. Ela faz muito mais do que a própria mãe, por muitas páginas (e cenas) ela parecia a mais velha. Muito feminista!

Se há alguém que se parece com as feministas de hoje, essa só pode ser a Lydia! Fugindo de casa com um salafrário e fazendo um casamento às escusas (um "arremedo de casamento" como diz Lady Catherine). Lydia e Kitty encabeçariam com orgulho a "Marcha das Vadias" em Londres!

As feministas reclamam que naquela época as mulheres eram "muito oprimidas". Ah, claro, para quê estudar idioma moderno, canto, dança, costura, piano, aperfeiçoar sua mente com boa leitura (alguém fechou um livro não sei porquê); isso era muita opressão! Libertador mesmo é ser burra, mal falar o português, dançar funk, usar roupas rasgadas e não ler nem revistinhas da Turma da Mônica, né, feminzasis?

É por isso que muitos historiadores rebatem essa ideia de que a mulher "não podia fazer nada antigamente além de casar e parir filhos". Nada disso, o livro não mostra isso e o filme muito menos. As mulheres tinham seus deveres, mas tinham liberdade. No caso das Bennets, eram livres até demais. Esse é o ponto: as mulheres tinham seus deveres, mas isso não significa que elas viviam como as mulheres do Estado Islâmico! Na época retratada homens e mulheres tinham suas tarefas, cada um com seu cada um, e ninguém ficava reclamando que fazer x ou y era coisa mais chata. Eu não imaginaria Darcy e Bingley fazendo "Marcha dos Vadios" exigindo o "direito" de bordar lenços!

Por isso eu digo: qualquer mulher pode ser feminista até conhecer seu Darcy.

Já que estamos falando de livros, convido vocês a conhecem meu livro "Os Informatizados". Clique aqui para saber mais e façam boa leitura.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

O que Maze Runner nos ensina sobre...

Em vez de correrem logo...
                                           
Será que um filme de ficção científica pode nos ensinar alguma coisa? Bem, não é exatamente a função dele, mas se espremermos feito cana no engenho podemos tirar um bom caldo.

O que eu achei de interessante no filme "The Maze Runner" e veja se você concorda comigo:

  1. Inveja mata. Sim, esse ditado se mostrou veraz no filme. A inveja matou a Gally e Chuck foi vítima de sua inveja.
  2. Ficar rancoroso por alguém te ajudar é uma das piores coisas que um ser humano faz. Por três anos o povo ficou quebrando a cabeça com o labirinto; chega o "novato" que lhes mostra a solução em três dias, mas aquele que não mencionamos não enxerga esse fato.
  3. Obedecer cegamente regras acima do bom senso, da solidariedade e da compaixão é coisa de comunista\socialista. A Clareira era Argentina e Gally era a Cristina. Thomas é o Macri. O que custava dois ou três deles entrarem rapidamente no labirinto para ajudar Minho com Alby? "É contra as regras", foi tudo o que o neto de Hitler disse.
  4. Se não fosse o feminismo e sua calúnia de "A cada um segundo uma mulher é estuprada", Teresa não tacaria pedras nos rapazes. E de onde surgiu aquele facão? Estava com a maquiagem dela?
  5. A Clareira não contou com um professor de Português. Qual a parte do "Ela é a última" que eles não entenderam? A mensagem estava mais explícita em Inglês: "She is the last EVER".
  6. Minho e sua pérola: "As pessoas precisam de acreditar que têm esperança". Ouço muito isso vindo da parte de gente safada que engana as pessoas com promessas, sem a menor vontade de cumpri-las; afinal o que importa é que o povo acredite que uma hora a solução vem. Patético, se Minho fosse brasileiro com certeza se afiliaria a algum partido. Os filmes "Rango" e "O livro de Eli" não me deixam mentir.
  7. Se recusar a responder as perguntas ou fazer de conta que não ouviu não vai deixar a pessoa menos curiosa.
  8. Definitivamente Teresa não ia nos convencer com esse lance de telepatia. Sorry, girl!
  9. Talvez o autor do livro ou o diretor do filme não se aperceberam disso, mas a história bem que se encaixa como uma crítica às grandes empresas farmacêuticas que deveriam ajudar a população, mas que agem por interesses próprios. A C.R.U.E.L já tinha a cura, mas a doutora-chefe estava obcecada por MAIS testes. E teve a cara de pau de falar "Não esperava tantos sobreviventes", ou seja, ela pouco se lixou pros jovens que morreram. Uma vergonha!
  10. A doutora-chefe deveria ter uma gravadora eletrônica, tá louco!

domingo, 17 de janeiro de 2016

Família Von Trapp, nazismo e lavagem cerebral

                                                    O FAILstival

Esperando aqui de boas a Família Von Trapp aparecer e receber o prêmio do FAILstival (Cric-cric-cric...)

Além de ser fonte de entretenimento, diversão, risadas e boa música (e aulas de canto para aqueles que não mencionamos), o filme "A Noviça Rebelde" nos trás um problema da época que mancha a história da humanidade: o nazismo.

De uma hora para outra, todo o povo da Áustria passou por uma lavagem cerebral. Eles acreditaram piamente que estariam protegidos e abençoados sob a liderança de Hitler. E para mostrar apoio e devoção, tão logo começaram a comportar-se como os zumbis nazistas: bandeiras vermelhas (sempre vermelho, como esse povo tem uma tara neurótica por essa cor!) com suásticas em tudo quanto é esquina, todo mundo andando duro, obediência cega a tudo e a todos, e o famoso cumprimento "Heil Hitler". Pese ainda o fato do próprio ditador ser natural de lá.

Todo o trabalho que Sissi e Franz Joseph tiveram em unir e pacificar o Império Austro-húngaro foi ao beleléu. Se bem que o império em si já não existia. Mas, mesmo assim, onde o povo estava com a cabeça ao aceitar de braços abertos uma ditadura? Uma pesquisada rápida no Google nos mostra que até a Áustria ter sido anexada à Alemanha (A palavra Anschluss usada no filme significa anexo em alemão) foi um festival de tramoias, maracutaias, acordos quebrados, promessas não cumpridas, teorias, prisões injustas e até mesmo assassinatos. Enquanto o circo pegava fogo, a Família Von Trapp escapava ilesa desse pandemônio.

O grande problema desses regimes ditatoriais é que eles conseguem apelar para o povo por meio de persuasão - que chega a ser hipnótica - para que o mesmo os aceitem sem questionar. A ideia de uma nação "pura" (Pangermansimo) contagiou os otários austríacos. Os socialistas entendem muito de manipulação. Obviamente que os judeus e famílias de outras etnias sentiram o cheiro do perigo e vazaram do pais logo após a fuga dos Von Trapp.

Foi muita cara de pau aqueles zumbis cantarem "Edelweiss" no festival! "Bless my homeland forever", com o psicopata do Hitler tocando o terror? Mais de 2000 pessoas foram assassinadas durante a transição. Que bênção!

Só lembrando: nazismo em português significa Partido Socialista dos Trabalhadores Alemães. Ou seja: SOCORROOOOOOO!!!!!!!!!!! CORRAM PROS ANDES!!! E não se esqueça, CLIMB EVERY MOUNTAIN!!!!

No meu livro Os Informatizados temos uma personagem maluca que parece ser neta de Hitler. Para saber mais, clique aqui e faça boa leitura.