sábado, 16 de janeiro de 2016

Filme versus Broadway: A noviça rebelde.

Agora peguei pesado! Vamos comparar mais um clássico em diferentes formatos.



"A Noviça Rebelde", cujo texto em inglês deveria ser "O Som da Música" (The Sound of Music), é uma história baseada no livro escrito pela própria Maria Von Trapp, que fez questão de sambar na cara do povo europeu mostrando como ela e sua família escaparam da lavagem cerebral que estava acontecendo entre toda a Áustria. Enquanto os tontos achavam que seria muito bom estar sob o domínio nazista, os Von Trapp corretamente pressentiram que isso seria uma furada e deram no pé.

Após a morte do Capitão Von Trapp, sua querida esposa fez questão de propagar a história e a aventura da família mundo afora. Primeiramente foi produzido um modesto filme para a Alemanha. Tendo boa aceitação, Hollywood também quis fazer a sua versão. E assim surgiu o famoso filme "A Noviça Rebelde", versão de 1965, com Dame Julie Andrews e Christopher Plummer (não, esse não é da Realeza Britânica).

A história se tornou um sucesso estrondoso nos Estates e desde então tudo quanto é teatro resolve fazer uma representação. O pessoal da Broadway a encena sem enjoar, assim como a gente não se enjoa de Chaves e Chapolin. Tanto que em 2013 foi produzido uma versão teatral ao vivo, com Carrie Underwood e Stephen Moyer.

A produção da versão de 2013 não foi fácil. As únicas filhas Von Trapp ainda vivas, Liesl e Louisa, se molestaram e tiveram dúvidas quanto ao talento profissional de Carrie Underwood. Mas o fato dela ter sido a vencedora da quarta temporada do reallity "American Idol" foi o bastante para calar qualquer dúvida. Lembrando que isso aconteceu em 2005, ou seja, ela já tinha oito anos de carreira. Amadora ela não era.

A grande desvantagem da versão de 2013 é que, por ser estilo Broadway, o cenário ficou limitado. Por isso algumas cenas e diálogos que existem no filme de 1965 tiveram de ser cortados. Imaginem como seria fazer a tal cena em que Maria mais as crianças caem no lago; como fazer a cena em que todos passeiam de carruagem Salzburgo afora; como fazer a cena em que o zumbi Herr Zeller flagra a todos fugindo de carro. Uma pena, mas não dava.

Bem, deixando à parte esse detalhe, vamos às curiosidades e comparações:

  1.  O prêmio de EPIC MEGA FAIL vai para Christopher Plummer. Ele não canta. Não de verdade, a voz dele foi dublada. Ele é nossa Carlotta de calças. Sem falar que o ator recusou várias vezes aceitar o papel, sendo vencido pela insistência do diretor. Depois ele teve a audácia de cuspir no prato que comeu, não reconhecendo que foi graças ao filme que ele se tornou famoso - sim, nessa época Elza era a única famosa - reclamando do papel em várias entrevistas. Igual Paulina Rubio e Timbiriche, igual a galera de "Friends". Que vergonha!
  2. Sem falar que o velho Von Trapp é muito mais atiradinho e safadinho do que o "original", conforme certo crítico. O novo Von Trapp é mais comedido e reservado, como todo lorde inglês.
  3. Não sei por que se molestaram com Carrie Underwood, visto que ela se parece muito com Julie Andrews.
  4. Na versão de 65, a Madre Superiora canta uma das notas mais difíceis que se há: um F#5 no último verso de "Climb Every Mountain".
  5. O velho Friederich tem muito mais presença e firmeza no filme; enquanto que o novo quase não aparece e quando o faz... bem... "Adieu to you, and you, and you"!
  6. Tanto o velho quanto o novo Kurt mata, enterra e cospe em cima do caixão da Melody com um legítimo falsete.
  7. A velha Liesl puxou ao pai e vive extrapolando os limites de uma "moça de família", sendo o velho Rolf quem a chama constantemente à razão. A nova não é assim.
  8. A velha Elza tem sua característica de vilã mais destacada. Ela conspira contra Maria dando uma de "falseane". Bom é quando mais tarde o Capitão lhe diz na cara que os dois não dariam certo.
  9. Penso que dava para incluir a cena do Capitão cantando "Edelweiss" no violão para a família na versão de 2013. Ela só foi mencionada por Brigitta no baile.
  10. No final, o velho Von Trapp tenta argumentar e acalmar Rolf, mas este se ofende e grita por seus superiores, denunciando a fuga da família Von Trapp. Na versão de 2013, Rolf decide ficar calado diante da presença de Liesl e eles escapam em paz e a pé, enquanto que no filme eles escapam de carro.
  11. Ninguém da dublagem decide a pronúncia dos nomes. No filme o nome do Capitão é pronunciado como /Jorge/, enquanto que na versão teatral eles se aproximam da pronuncia correta. Ainda nessa versão, Liesl é chamada de /Lisa/, sendo algumas vezes chamada de /Lisel/, enquanto que no filme parece que ouço /Lily/, a não ser que esteja enganado.
  12. Conforme escrevi acima, a atriz Julie Andrews foi nomeada Dama pela Rainha Elizabeth II, com a Ordem do Império Britânico em dezembro de 1999. Já Christopher Plummer, uma pedra (risadas Charles Bingley).
Enquanto meu livro não vai para a Broadway (he, he!), dê um clique aqui e faça uma boa leitura.


sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Livro versus Filme = O diabo veste Prada

A maestra e a aprendiz


Bem, creio que dessa vez não preciso dizer a vocês que o lendário filme "O diabo veste Prada" é baseado no romance homônimo da escritora Lauren Weinsenberg. E nem precisarei dizer que o livro/filme foi baseado na história real da própria Lauren. Precisei mesmo? Oops...

Pois bem, depois de assistir ao filme milhares de vezes, eis que eu, José, com dinheiro sobrando, me deparei na prateleira da Saraiva o livro com o enorme sapato Prada vermelho estampado na capa. Não pensei duas vezes; acho que nem pensei uma vez; comprei o danado.

E depois da minha eterna comparação livro x filme, eu cheguei à conclusão que...

(Mais uma vez, se você pensa em ler o livro sem surpresas, ignore meu artigo!)

Veja o que Nate\Alex perdeu

  1. Ter o nome do baboso namorado de Andrea mudado de Alex para Nate não acrescentou em nada a minha vida, nem tirou.
  2. Mas a grande mudança foi em Lily. Sério mesmo, eles fizeram um extreme makeover na personagem. No livro, Lily é alcoólatra, universitária (Mestrado em Literatura Russa), mora com Andrea (no filme Andrea mora com Nate), tem vários relacionamentos e APOIA Andrea se engraçando com Christian. No filme, ela é má agradecida (esperando de boas ela devolver a bolsa Marc Jacobs de US$ 1.900,00), metida a santinha e quase não tem destaque. Ué...
  3. No livro, Andrea não consegue dar às gêmeas as duas cópias do manuscrito inédito de Harry Potter.
  4. A parte "Procure aquele restaurante que teve boa crítica" é bem mais explorada no livro. No filme, foi apenas uma ordem.
  5. Nigel não vai para Paris e todo aquela trama de substituir Miranda por aquela tal Jacqueline Follet não existe no livro.
  6. James no livro é apenas um dos inúmeros funcionários da Runway e não um estilista em ascensão como no filme.
  7. Não tem nenhum amigo gay de Andrea, Lily e Nate. Não faço a menor ideia de onde o roteirista inventou esse personagem.
  8. Emily demora a ser amiga de Andrea, mas as duas não chegam a brigar como no filme. Pelo contrário, na despedida das duas elas foram bem mais amistosas.
  9. O enrolo de Andrea e Christian não foi tão profundo quanto no filme. Eles apenas dançam e se beijam. No filme, eles vão pra cama e tudo o mais (safadinho o roteirista, ein!)
  10. Mas o prêmio de EPIC MEGA FAIL vai para a cena em que Andrea anuncia sua partida para Paris. Nada daquilo acontece no livro. E para mim, faria mais sentido se não acontecesse. No livro, o resfriado de Emily é o motivo dela não ir a Paris. E Emily aceitou numa boa ser substituída por Andrea. Já no filme, eles inventaram que Emily quebrara a perna num acidente, e esta se dá ao luxo de ficar com raiva de Andrea. Como Emily esperava ir a Paris de perna engessada? Até hoje ninguém me explica isso. E Nate, como sempre, a complete jerk, distorcendo tudo o que aconteceu, como se fosse Andrea quem empurrara Emily na frente do táxi. "Eu não ligaria se você fosse dançarina de boate se o fizesse com dignidade". A questão é: há dignidade numa dançarina de boate? Eu negaria o Oscar só por causa dessa cena.
Meu livro faz lembrar um pouco este grande filme (tirando a parte da moda). Os Informatizados para saber mais e faça uma boa leitura.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Livro versus Filme: Jurassic Park

Curiosidades e comparações entre o livro “Jurassic Park” e o primeiro filme lançado em 1993



Para quem ainda não sabe, Parque dos Dinossauros é originalmente um livro. Escrito por Michael Crichton e lançado em 1990. Enquanto sabemos que o filme rendeu bilhões e bilhões de dólares, pouco se sabe a respeito do livro (FAIL!) sendo a única indicação que eu encontrei: “um best-seller mundial”. Então tá...
Como sempre tenho curiosidades em comparar livro x filme, e eu também acho que meus leitores também merecem saber, vamos lá!

Mudanças escabrosas no filme, como sempre.

Não sei como o povo de Hollywood tem verdadeira tara por modificar e adulterar detalhes. Que se corte algumas coisas por questão de tempo de duração do filme, por questões orçamentais... mas me digam em que o público ganha em:

  • O casal Alan e Ellie no livro não eram, exatamente, um casal... No romance eles eram apenas professor e aluna, e o relacionamento era estritamente profissional. Não é à toa que na Parte 3 fizeram a Ellie estar casada com outro cara e com dois filhos! Um EPIC MEGA FAIL que tiveram de corrigir. Eu me lembro de que quando assisti pela primeira vez a Parte 3, pensei: “Ele não queria filhos mesmo no 1”. Mas depois, lembrei: “E o Tim e a Lex?”. Cai no conto de Hollywood.
  • Falando nos dois moleques, eles aplicaram a Ideologia de Gênero que os professores-socialistas querem tanto impor nas escolas: no livro Lex é a mais nova e o Tim é o nerd hacker que salva a pátria com os sistemas!
  • Ainda sobre os moleques: no livro Alan nunca teve problemas com crianças, e se deu bem com Tim e Lex de saída. Não foi como no filme, em que ele se molestava com crianças e depois “aprendeu” a gostar delas.
  • Sobre Hammond, fizeram um extreme makeover no empresário. No livro o dono do parque é excessivamente inescrupuloso e materialista, queria a todo o custo o funcionamento do parque, tratava seus netos como meros cobaias e se tornou intratável com os demais quando as coisas deram errado. Ao contrário do filme, Hammond não se convenceu de maneira alguma que seu plano fracassara, e escondido dos demais tentou levar o projeto adiante. Seu fim no livro foi trágico: acabou sendo morto por um grupo de procompsognatos (sabe-se lá que raça era essa). No filme, além de fazerem um Hammond mais bonzinho, ele sobreviveu e se arrependeu de criar o parque. WHAT?
  • Agora sobre as mortes: o advogado Gennaro não morre no livro. No romance, é um outro personagem chamado Ed Regis quem morre logo após o Tiranossauro Rex sair de seu cativeiro (a lambança com o carro das crianças aconteceu). Mas os roteiristas não trouxeram esse personagem ao filme e deram esse destino ao advogado.
  • O cientista coreano Henry Wu que presencia o nascimento daquele velociraptor (velociRÁptor ou velociraPITÔR??) morre junto com o programador Arnold. No filme, o cientista sai da ilha com os demais funcionários antes do caos, e o sr. Arnold morre quase no final do filme.
  • O caçador Muldoon não morre no livro. Já no filme, ele é o último a morrer.
  • O veterinário Dr. Harding que no filme só aparece cuidando de uma Tricerátops com Ellie no livro tem maior participação e também passa apuros com os demais personagens.
O filme contou com três dublagens: uma para as fitas VHS, outra para a Globo (sempre ela) e outra para DVD. Ninguém define a pronuncia dos dinossauros velozes: /velociRÉptor/, /velociRRÁptor/ ou /velociRRAPITÔR/?? (esse último exemplo só Jesus na causa!)

E se você ainda não conhece o meu livro Os Informatizados, dê um clique aqui e aproveite enquanto ele ainda não vira filme (quem dera...)

Filme versus livro: The Maze Runner.

Se tivessem corrido e resgatado logo Alby e Minho, parte dos problemas seriam evitados. Mas, como é filme...
Se tivessem corrido e resgatado logo Alby e Minho, parte dos problemas seriam evitados. Mas, como é filme...
Mais conhecido como "Correr ou morrer" em português BR, o primeiro filme da também trilogia foi baseado no romance homônimo de James Dashner. E assim como os livros, Hollywood está providenciando a terceira e última parte do filme (Diferente de Parque dos Dinossauros, em que só a Parte 1 e 2 são livros).

Bem, com a minha habitual pesquisa, não pude deixar de fazer minha famosa comparação. Se por acaso você está querendo ler os livros, não leia meu artigo! Caso contrário, prossiga.

Diferenças no filme: e lá vamos nós...


  1. O prêmio de EPIC MEGA FAIL vai para Alby. No livro, ele é tão ou mais chato e crítico com Thomas do que no livro. Ora, mas será possível? Nada do líder bonzinho que apresenta a Clareia ao "novato". No livro, ele não é picado nem é capturado pelos Verdugos, ele se suicida se jogando no meio dos ditos cujos porque não admitia a ideia que a vida pacífica na Clareia acabara! Enquanto que no filme, toda a chatice e teimosia em permanecer cativos partia de Gally.

  2. Sobre o filho da Cher, não posso falar a bizarrice que Hollywood fez para não matar a surpresa para quem for assistir ao Três.

  3. No livro, Tereza tem poderes telepáticos. Mas de acordo com entrevistas o diretor Wes Ball disse que a atriz que faz a Tereza não conseguia mais Thomas representar uma comunicação telepática que convencesse ao público, por isso toda essa parte de telepatia foi cortada do filme. Tiveram um trabalhão para refazer o roteiro, coitados.

  4. Newt é manco e um dos corredores, mas devido ao acidente que sofreu ele ficou encostado no INSS (!). Nada disso foi aproveitado no filme.

  5. Ben não era corredor, e sim construtor.

  6. Os Verdugos não eram as únicas criaturas assustadoras. Só consegui encontrar o nome em espanhol: Escarabajos. São criaturas metálicas que espiam os habitantes dentro e fora da Clareia. Tem o nome C.R.U.E.L. gravado em si.

  7. Por razões de duração do filme, as coisas aconteceram mais rápidas do que no livro. Thomas se recorda de seu nome assim que chega, enquanto que no livro ele levou "séculos". No filme, toda a história se passou em quatro dias. Os amantes do livro se molestaram com a rapidez dos acontecimentos, mas a produção se defendeu dizendo que se fossem seguir à risca a cronologia do livro, o filme ficaria maior do que já é (ele já tem 113 minutos de duração).

  8. No livro, os Verdugos são descritos como sendo lesmas ou lagartas de borboletas. A direção mudou o conceito para aranhas mecânicas "para dar aquele ar futurista".

  9. No livro, Thomas participa de várias tarefas e funções, enquanto que no filme, o folgado só foi buscar fertilizantes (e nem levou de fato, pois foi interceptado por Ben) e cortou uns troncos. Ele imediatamente foi promovido como corredor. Novamente o diretor afirmou que foi necessário reduzir os detalhes para o filme não ficar muito longo.

  10. No livro, a Clareia e o Labirinto estão localizados num mundo falso, igual a "O Show de Truman". Mas Ball achou isso ridículo e optou pelo épico final, dos sobreviventes sobrevoando de helicóptero o labirinto. No livro, os sobreviventes são "resgatados" de BUSÃO, pelo amor de Deus!!!

  11. No livro Newt é descrito como tendo um leve sotaque britânico. No filme, quase todos os atores são britânicos: Newt, Tereza, Alby, Gally, etc. e etc. Os únicos americanos são Thomas, Chuck, a Dra. Paige  e aqueles garotos secundários que mal aparecem no filme e/ou que morrem capturados pelos Verdugos.

  12. O nome do personagem Caçarola é traduzido ao pé da letra em vários idiomas. Em inglês, Frypan. Em espanhol há dois nomes, na Espanha, Fritanga; na América Latina, Sartén.

O meu livro ainda não é uma trilogia de sucesso (estou escrevendo a segunda parte), mas caso você queira conhecê-lo melhor, Os Informatizados e faça boa leitura.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Feminismo na redação do ENEM 2015 = FAIL

E então, leitores? Apenas vim lembrar que a partir de 2016 está obrigatória a aplicação das novas regras da Reforma Ortográfica. Portanto eu, como professor de Português, quero ver todo mundo escrevendo autoSServiço, antiRRugas e micrO-Ondas, certo?

Zoeiras à parte (com crase, gente, palavra feminina leva crase), hoje me deparei com um assunto que não pude deixar de compartilhar. Há muitos comentários sobre como o ENEM foi excessivamente parcial com as ideologias marxistas que estão tirando o bom senso de muita gente. Tem muito professor maluco de História e/ou Geografia ensinando aos alunos que Cuba e Venezuela é mais desenvolvido que EUA ou os países escandinavos. E quando uma questão tendenciosa e desonesta dessas cai na prova, ou o aluno marca a resposta "certa" ou perde ponto.

No entanto a pérola deste ano foi concernente à redação.

Feminismo mais uma vez extrapolando o limite da loucura.


Segue abaixo uma imagem compartilhada nas redes sociais.

O Feminismo atrapalha as mulheres até no ENEM O Feminismo atrapalha as mulheres até no ENEM

Como vimos, a redação deste ano (passado) teve o tema: "A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira". Um tema bem polêmico para um assunto bem polêmico. O substantivo abstrato "persistência" funcionou como um advérbio e deu novo significado ao resto do tema; significado que foi explorado ao extremo por adeptas do feminismo.

Mas, como sempre, as feministas passaram vergonha. A professora acima que corrigiu as redações sentiram vergonha. Eu mesmo tenho vergonha ao ser informado dos baixos índices de aprovação do ENEM 2015 considerando apenas a redação. A mulherada ficou histérica com o tema e desprezou as regras gramaticais. O famoso lema "Machistas não passarão" foi utilizado como tema, que coisa! Bom senso virou coisa do passado; ideologias ficaram à frente da sabedoria.

E ainda tem gente reclamando que as redações foram corrigidas por "machistas"! Sim, a palavra está entre aspas, pois de acordo com artigos meus anteriores, o conceito de machismo foi totalmente deturpado por elas (Lembrem-se da Risqué?)

A equipe que corrigiu as redações ficou muito preocupada também com o fato de que 55 candidatas relataram experiências PESSOAIS de agressão e violência doméstica. Cacilda, fizeram do ENEM uma Delegacia? O MEC em entrevista lamentou que nada poderia fazer, que o assunto não cabia a eles. E com razão! Lei Maria da Penha já existe para isso; o problema é que muitas mulheres se recusam a denunciar seus agressores, por vários motivos. E não vai ser na redação do ENEM que elas encontrarão solução. O MEC não é o CSI.

Lamentamos e muito o fato de milhares de mulheres sofrerem violência. Mas discordo totalmente da forma em que o assunto é tratado na mídia, pelas feministas e outros grupos malucos. Não é com histeria e dados mentirosos (como essa de que a cada 1 minuto uma mulher é violentada) que essas mulheres serão ajudadas. Não é com títulos ambíguos de redação que fogem do bom senso que o problema terá fim - destaco o "sociedade brasileira", como se nossa cultura fosse a mesma do Estado Islâmico. A mulher dizer que foi estuprada quando o pedreiro só fez "fiu-fiu" é uma falta de respeito para com as verdadeira vítimas de estupro. Como dizem no Facebook: "Homem batendo na mulher: se for pobre, é Lei Maria da Penha; se for rico, é Cinquenta Tons de Cinza". Será que as doidinhas dissertaram sobre isso no ENEM?

Enquanto isso, mulheres em Colônia, Alemanha, foram abusadas por "árabes" na virada do ano novo. Casos de estupro na Suécia aumentam assustadoramente devido ao enorme número de muçulmanos que imigraram para lá. Extremistas querem forçar as mulheres londrinas a usarem burca e os londrinos a usarem a famosa barba de mendigo (que muitos famosos estão adotando aqui no Brasil) e a seguirem a Sharia. E para piorar: a prefeita de Colônia afirmou que a responsabilidade pela violência é das mulheres agredidas, uma vez que elas não estão sabendo se adequar, do ponto de vista comportamental, ao novo ambiente multiculturalista da Alemanha.

Mas, para as feminismo brasileiro, aqui está pior...

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Facebook e sua empatia seletiva para tragédias.

Sério mesmo que agora eu tenho que ESCOLHER qual tragédia me comover e qual tragédia tenho de ignorar? Pela lógica do povo do Facebook, não dá para se compadecer das duas ao mesmo tempo.

[caption id="attachment_129" align="aligncenter" width="368"]Uma tragédia não participa de concurso Miss Simpatia no Facebook Uma tragédia não participa de concurso de Miss Simpatia.[/caption]

Estou muito penalizado com a tragédia que aconteceu em Mariana, MG; das barragens que se romperam e liberaram toneladas e toneladas de lama cidade abaixo, e agora rio abaixo. O lamaçal já chegou ao Espírito Santo, mas bem antes dele chegar cidades como Baixo Guandu teve o fornecimento de água cortado.

Mas, quando eu penso que já vi de tudo, eis que os jornais divulgam outra tragédia: ataques terroristas do Estado Islâmico matando cerca de 120 pessoas em Paris, França. Muitos ficaram chocados pois já é a segunda vez que Paris é alvo dos terroristas - lembrem-se do ataque à revista Charlie Hebdo. E eu com certeza fico muito triste quando essas coisas acontecem.

Falta do que fazer no Facebook.


Então, eis que um belo dia entro no Facebook para saber das novidades e me deparo com o povo discutindo tolamente qual tragédia deveria ser mais digna de pena!

Tem maluco afirmando que quem dá atenção à tragédia de Paris está negligenciando a tragédia de Mariana, e isso não é nada "patriótico". Outros trocam acusações de "hipocrisia" - me digam como eu sou hipócrita por querer saber de uma notícia internacional? "Hipócrita" é uma palavra tão batida nas redes sociais que garanto que o povão nem deve saber o que ela realmente significa.

Outros vão além e postam fotos do acidente de Mariana com os dizeres: "Esqueçam Paris e olhem por Mariana". Outros são mais sutis: "Você pode até se condoer por Paris, mas não se esqueça de Mariana".

Qual é! Sério mesmo que agora vão querer me DITAR qual tragédia eu devo me compadecer? Não posso me solidarizar com AS DUAS? Acaso o que aconteceu em Paris foi brincadeira de criança? Agora vão fazer disputa ou concurso de "tragédia mais pesada do mundo"? Achei que Facebook era para manter as amizades, e não criar discórdias!

E sobre essa de "Esqueça Paris porque somos brasileiros", não percebem que é exatamente esse nacionalismo cego que motiva os extremistas islâmicos a fazerem essas atrocidades? E por causa desses pensamentos "meu país é melhor que o seu" que o mundo se mergulha em conflitos e guerras. E lá vamos nós fazer o mesmo? Eu não, obrigado.

E como o mesmo povo costuma dizer no Facebook: "Parem que está feio"!

No meu livro Os Informatizados também fala um pouco sobre o perigo de nos acharmos mais do que realmente somos. Para saber mais, clique aqui  e faça uma boa leitura!

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Se recordar é viver, então viveremos eternamente!

"Se não tem problema por que está correndo?". Essa e outras frases estarão para sempre em nossas mentes. E como diz o povo: "Recordar é viver". Está aí então a formula mágica da Avril Lavigne para a imortalidade!

[caption id="attachment_123" align="aligncenter" width="236"]Rindo até 3015... Rindo até 3015...[/caption]

Afinal de contas como vamos esquecer esse EPIC MEGA FAIL da "funcionária" pública pega em flagrante pela repórter que investigava a boa-vida desse povo que só batia o cartão e voltava para casa?

Enquanto você se mata de estudar por meses para tentar passar num concurso público, essa aí foi chamada sabe se lá como. E olhe lá, tem os que passam mas esperam a boa vontade da empresa em te chamar.

Esse é nosso mundo injusto: os que tem boa vontade em fazer algo útil para a sociedade ficam para trás; os espertos conseguem tudo (e acabam com tudo também).

E o pior é que exemplos como esses mancham a reputação dos profissionais sérios. Vai você falar agora que vai tentar o concurso disso ou aquilo, alguém vira a cabeça e fala: "Ê, boa vida!". Mas por quê? Porque esse alguém tem a "senhora" na cabeça como exemplo para julgar todos os demais.

Passar meses estudando livros, apostilas; fazer uma prova dificílima; concorrer com centenas de candidatos; esperar finalmente ser convocado... Se isso é "boa vida", então estive equivocado nesses meus trinta anos...

Eu apenas acho que a aparente "boa vida" compensa o imenso esforço e sufoco que a gente passa para chegar lá. Lógico, que me refiro aos profissionais de verdade, não às "senhoras". Vamos aprender a separar as coisas.

Enquanto isso, vamos recordar mais um pouquinho. Avril Lavigne recomenda:

https://www.youtube.com/watch?v=3HYFYtR4idw

E se você ainda não conhece meu ebook "Os Informatizados" dê um clique aqui e faça uma boa leitura!